Porão 

Enclausurado numa decisão 
Que não tinha o sim nem o não 
Era e pronto ..
Só que guardava no meu porão.
Às vezes escuro, às vezes claro,
Às vezes verdade outra indecisão.
E tudo se resumia em algo tão profundo 
Que não tinha métrica nem solução.
Era, e este ser, não tinha explicação.
De onde tirei e para que precipitei 
A resposta não vinha inteira 
Tudo cabia no me porão.
Destruí a minha identidade 
Que deveria fluir com naturalidade .
Criei um personagem que ria pro mundo 
Enquanto o porão era inundação.
Batalhei até me acalmar.
Chorei até onde deixaria de ser mar,
Desaguei na areia de um lugar 
Chamado liberdade ,
Mas o porão insistia em criar paredes sujas,
Tetos sem ventos ,
Janelas sem verde ,
E cantos sem curvas...
Tinha ar, mas nada se movimentava.
Luz amarela, chão sem cor ,
Tudo isto insistia em me tomar. 
Mesmo sabendo que muito fiz ao nadar,
Para longe de tudo que era o porão.
O quanto lutei para me manter são,
O quanto fingi ser forte e durão,
O quanto me afligi quando abri meu coração,
E perdi meu chão , meu teto e sobrou um vão ...
Enorme e longínquo,
Que me toma e me faz sentir vontade de ser porão,
Novamente e insistentemente...
Sigo em frente mas o cheiro me impregna...
Dos mofos, urinas e suores,
Das línguas e olhares,
Daquilo que quero me livrar ... 
Me perdoem se depois de tu isto algo ainda insiste em mim...
Adeus porão desta vez eu fui até o fim...
E não foi bom ...
" neste momento ninguém pode me julgar, sou fraco sim,
Lutei para chegar ao céu e consegui, mas dentro de mim,
Carrego o peso de cada detalhe daquele porão"

Carlos o Eduardo

* baseado no filme O Quarto de jack. ( um filme muito lindo, pelo menos para mim)


Escrito por CARLOS às 11h34
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Coragem 

 

 

Cansado do ser humano 

Quão humano é um ser que julga

Sem ter toga!?

Vou sumir daqui e fazer yoga.

Não consigo sorrir para quem me odeia,

Não consigo ser amigo de gente que vagueia...

Pelas bordas e pelos cantos,

Feito cobra que "serpenteia",

Feito vampiro que por sangue anseia .

Não consigo sorrir pro falso,

Não é do  meu feitio ser educado com dissimulados,

Esses merecem mesmo são patadas,

Falta de humor e desprezo ilídico,

Aquele com olhar etílico...

Distante de tudo que incomode,

Perto daquilo que corresponda ao meu sentir,

Não quero ouvir o som do mentir.

Nem o olhar dos quem vivem a fingir .

Saudade das minhas plantas,

Elas são sinceras e sensíveis. 

Me faz ver o tanto que posso ser terrível ou generoso.

Quando tento o muito,  elas morrem,

Quando faço pouco,  elas florescem .

Estou entrando na fase do "não deixar pra lá "

Se me incomoda eu grito.

E se eu gritar tenha medo ,

Algo vai brotar .

Não tenho como reagir mais calado.

Os falantes estão ativos e em todos os lados .

Na verdade mesmo a palavra que me explica neste momento 

É Decepcionado!

Só falta definir por quem e eu me incluo nessa relação !

Andei em demasia explicando minha emoção!

Vou agora tentar mudar o rumo diminuindo a velocidade...

Devagar vou achar um desvio escondido em algum arbusto,

Não quero mais me decepcionar nem levar um novo susto.

Não foi para isto que a tudo superei!

O bom de viver é isto, a oportunidade de mudar esta logo ali,

Basta ter coragem ...

E eu sempre tive! 

 

 

Carlos o Eduardo



Escrito por CARLOS às 15h40
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Um breve tratado sobre o amor ou falta dele. 

 

Me ama. 

 

Quando foi mesmo que tudo desandou? 

Foi quando a falta de amor o incomodou? 

Ou quando o excesso lhe fez confortável 

Para cobiçar  a alegria alheia ?

De onde você tirou essa malícia

Menino sem  intenções mas,  cheio de delírios incompreensíveis?

Que fantasia de horror foi esta que buscou nas entranhas sujas que imaginou?  

Eu sei de onde vieste e por isso o acolhi em meus braços.

Devia ao menos ter guardado esses dentes afiados.

Devia ao menos ter relaxado essa lingua suja com palavras tão daninhas. 

Você está na casa do amor, recepcionado por olhares amorosos...

Não precisava arrastar lamas nem imaginar loucuras de gente paranóica. 

Que tipo de amor achas que mereces?

Nem tudo, meu caro, são maledicências. 

Nem tudo são falsidades ou discórdias. 

Existem sim boas intenções por debaixo da mesa. 

A quem você foi se consultar para tirar conclusões tão rasas?

o mundo, meu caro,  não é só  de disputas ou gente escrotas. 

Que ousadia tua buscar erros e apontar dedos fora da sua mente doentia. 

Procure minha história e veja o que fiz a um filho.  

Minhas certezas estão vivas e colocadas no mundo.  

Sou pai de um homem correto e ainda farei o mesmo pelo meu neto.

E você?  A quem já educou e qual cachorro já criou? 

E você?  A quem já escutou e realmente se educou? 

E você?  Qual dor realmente te moldou? 

E você?  Que tipo de homem se tornou e quem realmente te amou? 

E você,  Ser humano pequeno,  que tipo de gente quer se tornar agindo como bactéria desarmoniadora? 

Foram lhe dadas flores e ainda um jardim para você colocá-las. 

Foram lhes oferecidos oportunidades de crescimento, mesmo não sendo a perfeição que talvez busque. 

Foram lhes dados vários abraços de bom coração.

Porque quem os deram queriam lhe dizer que isto é uma bênção... uma bênção! 

Tu foi acolhido como irmão mesmo você achando que era falso. 

De onde veio essa desorientação em achar que tudo tem a ver com você? 

E as almas Benditas que lhe orientaram  e disseram que te amavam ?

Não entendeu nada o que elas falaram? 

Quantas perdas de tempo e energia. 

Ninguém queria fazer de você um escravo de nada. 

Queria te libertar de você mesmo. 

Fazê-lo esquecer desse chiqueiro que você insiste em se lambuzar ...

Quem é você a julgar alguém nesse mundo com tantos imperfeitos? 

Quase conseguiste destruir um trabalho lindo. ..

E a maldade só cresce onde encontra campo fértil. 

E na seara do amor verdadeiro o mal não prolifera.  

Não digo que você seja o mal, digo que as atitudes é que são perigosas.

Ninguém nasceu para ser destrutivo. 

Nós te acolhemos porque vimos nos seus olhos um clamor e uma dor. ..

Um bicho acuado perdido num mundo artificial...

Você chorava e pedia desesperadamente :

Me ama !

E lhe foi dado amor. ..

Nos desculpe você se  não foi suficiente. ..

Era o que tínhamos para dar. 

Se não era do jeito que  queria , bastava partir.

E podia levar o que já tinha conquistado. 

Mas nem isso você quis.

Iremos continuar porque irão aparecer cada vez mais pessoas clamando por amor .

E a você só tenho uma última coisa a dizer:

Se ame !

Jamais ouvirá da minha boca um "se dane"

 

Carlos Moraes



Escrito por CARLOS às 11h46
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CINZA

Cinza é a cor do passado,

Ela contorna a minha tela como uma sujeira,
Aquela poeira que encobre o que restou da minha paisagem .
Pendurada na parede mofada,
Com cheiro de coisa abandonada ,
Com jeito de gente velha largada em sótão,
Como fosse um ferro cheio de ferrugem ,
Sem utilidade e sem como ser descartado.
Algo do tipo fácil e barato,
Que adquirimos para suprir um buraco,
Profundo e imundo que é esse sentir não sentindo.
Tudo preto no branco com Fumaças esparsas
Entre olhares confusos e ousando ser desejável. 
Em tudo tem haver com essa coisa entre as pernas.
É de lá que viemos e para lá que vamos,
Mesmo quando não há sentimento,
Mesmo que sejam por uns sujos segundos
Para se sentir limpo de tudo que rejeitou .
Ainda há carne podre na geladeira,
Mesmo conservada no frio torpor do fingir.
Ainda há restos de carniça no forno, 
Assando esse louco querer ...
Em tudo há fenômenos e desânimos,
É mesmo assim nos sentimos acrônimos.,
Uma junção de pedaços para se fazer algo novo,
Mesmo que esse novo seja fétido e sem rosto,
Mesmo que seja algo sem meio e com indecifrável fim.
E lutamos para encaixar nos buracos que criaram,
Empurrando peças a força em formatos que não se encaixam.
Como aqueles brinquedos de criança onde o triângulo encaixa no triângulo,
Forçando entender que nasceram para ser assim,
Exatos e impostos .
E quando as coisas tortas nos atraem, quando a tensão vem  junto com o tesão,
Quando o beijo vira pecado e a língua a navalha que fura ,
Quando o sexo vira segredo e a vontade o degredo,
Quando morro antes de ser o que sou. 
Quando a vida vira uma linha reta numa estrada vazia ,
Quando tudo vira um grande porre depois de dias embriagados,
Quando me impõem ser um ser calado ...
Tudo vira um pó cinza que qualquer brisa leva..
Um pó que transforma a lágrima em lama 
E tira o conforto da minha cama,
E me faz errante dentro de mim.
O pó cinza, que sobrará da minha cremação,
Ah, que pena eu tenho daquele que terá a obrigação,
De se fazer cumprir " do pó veio para o pó irá".

E ainda que morto e caminhando sobre esta terra,
Ainda provocarei sentimentos dúbios e
Serei lembrado pelo que?
Que ânsia é esta de eternidade que temos se o que seria mais fácil
 É entender que o esquecimento dói menos? 
Que necessidade e está de colocar cor em tudo se o que nos resta ao 
Final será o cinza, simples e sem emoção...
E todos aqueles que beijaram, estruparam, deram e comeram  e chuparam, lamberam e gozaram, irão querer fazer de novo e de novo e de novo ...num ritmo sem fim...
E quando este de novo não mais puder acontecer no mesmo ritmo,
Nos empanturramos das químicas exógenas salvadoras e delas viramos escravos e construímos os castelos de felicidades comprados em feiras sujas e sites proibidos .
Necessitamos tanto de um amor para podermos ter o que dizer, escrever e repartir...
E ele pode ser do jeito que der e vier. Um arco-ires no céu ou um buraco cinza no chão ...
O que não pode faltar é ar nos pulmões, mesmo que cheio de fumaças alucinógenas.
O que não pode faltar são espermas nas pernas ou dentro das coisas quentes. 
O que não pode faltar é ser feliz mesmo que tudo esteja uma merda.
O que não pode faltar é comida e água e remédios e tudo misturado com tédio . 
E nunca vamos falar da morte...
Deixe ela lá no norte enquanto vivo no sul.
Enquanto muitos fingem sorrir pro espelho eu destruo todas as imagens que tentam firmar de mim...
Sou um pária tão igual a todos ...
Quantos medos estão escondidos na cinza Bruma que me rodeia .
Medo de envelhecer e não ter quem troquem minha fraldas? 
E onde esta escrito que você irá envelhecer , quem lhe deu esta certeza? 
Quem te prometeu isso morreu e você  nem percebeu.
E de repente as coisas ficam claras e lúcidas .
Nós viemos para morrer e nada é certo neste mundo tão cheio de incertezas.
Siga do jeito que der porque o amanhã é uma invenção que colocaram como certa para você. 
O que posso dizer é que vai dar merda .
E vai feder...
E você irá em frente pisando nos estrumes que deixaram no seu caminho .
Não se apegue num ninho porque dele você  não é dono.
E quando der conta terá outro em sua cama .
Engula o choro e suma, assuma que nada lhe pertence, 
Vá em frente! 
Nós somos cegos que caminham sem cachorros  
Somos os aleijados que rastejam tentando em algum lugar chegar,
Somos leprosos tentando sentir algo a flor da pele,
Tuberculosos querendo respirar,
Depressivos querendo sorrir, 
Diabéticos querendo a vida adoçar 
Cancerosos querendo se curar,
E surdos ouvindo um fino e agudo apito.
Somos as trevas dentro de um túnel e não há luz alguma no início nem no fim, 
Somos erráticos tentando ser cartesianos,
Somos pais sem ter sequer um filho,
Somos os escolhidos sem ter fé alguma,
Somos aquele arco-Iris numa tv em preto e branco ,
Somos  cinza claro, quase névoa ...
Somos tudo aquilo que nos acusam e rejeitamos ,
Porque no fundo, bem lá no fundo, existe água neste poço desértico.
E quanto mais tento florir meu jardim com pétalas coloridas e folhas verdes , mais cinza sou , porque mal consigo, aqui, ser primeira ou terceira pessoa .
Confundo o que mais confuso existe dentro de mim e de ti.
Execro o que de mais execrável  nos consome, você e eu...
Seres absurdos que coabitam a floresta negra.
Grito o mais alto que puder para todos os lobos famintos  ouvirem e vir me devorar. 
Choro e me desespero porque é disto que se faz a essência humana neste canto de beco onde os notívagos urinam.
E de pé em pé vou mancando até a cova mais próxima .
E peço perdão a quem nada fiz,
E em calma me entrego, sem dor, sem sangrar, como um covarde a caminho da forca.
Me exponho e todos só veem cinza escorrendo das minhas feridas.
E não me oponho mais, perdi tempo demais querendo colorir telas alheias , enquanto a minha ficava cinza e era assim que tinha que ser.
Agradeço aos urubus que de longe esperavam eu me render e apodrecer para se alimentarem.
Fiquei alerta e não deixei um segundo sequer as bocas famintas me devorarem.
Na noite o cinza se faz invisível e foi assim que sobrevivi.

Carlos o Eduardo


Escrito por CARLOS às 22h51
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Então. ..

Até hoje eu imaginava uma coisa...

E agora tudo mudou!

Tenho pena dos sórdidos e os que usam os monosódicos. 

Como mentem meus deus ...

Fingem economizar na boca enquanto a balança desmentem. 

Falam de coisas certas e coerentes enquanto as vírgulas não são mornas nem quentes. 

Tem medo de coisas simples e vestem armaduras de guerreiras. 

Respiram ares de fortes enquanto lhes faltam ar...

Como são sorrateiras! 

Cadê seus pais..? 

Cadê seus filhos?  

Cadê o lado  verdadeiro? 

Aonde esconderam seu inteiro?  

... quanto desespero por algo tão fácil de lidar. ..

Ah o Amar!

Me responda : quem escondeu no fundo do armário aquela dose esquecida?  

Como é fácil criar uma teoria para desistir de uma filosofia! 

O medo e o horror tomou de conta e lutar contra isto é algo meio que incômodo!

Melhor desistir e inventar uma nova vontade neste caminho cheio de percalço.

Com essas asas que altura eu alço? 

Com esse vento qual direção eu me entrego? 

Meu baú de coisas, que devo não sentir, está lotado. 

E neste vou e fico e  finjo...

Cago é mijo. 

A quem devo me justificar?  

Por favor não me julguem,

Sou vítima do que me imponho.

Desisti do meu sonho...

então. .. 


Carlos o Eduardo



Escrito por CARLOS às 07h47
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Foi o que ficou...

 

Lembra meu amor...

Tudo parecia tão eterno por aqui,

você eu eu, eu e você, a sorrir.

Trocando farpas e algumas vezes ficando caladas,

mas sempre juntas como siamesas grudadas.

E o que ficou foi o tanto que tinha de amor.

Precisava de você ao acordar e antes de dormir,

te ligava só para perguntar sobre aonde ir.

E as dúvidas eram divididas e sabia o que você sentia...

e você me entendia.

Me dava broncas e me irritava porque queria meu bem.

Sabia tudo sobre mim e até o que eu mesmo não compreendia.

foi isto que ficou, meu amor...

A sua presença continua, mesmo sentindo essa dor,

que não passa com remédio algum.

Estou com saudade, mas sei que estás perto,

só não posso te ver,

só não posso te ter...

Ver seu sorriso, seu cheiro e seu estar comigo para juntos viver.

E ficaram as datas, as horas e aquele presente que me deu,

e aquilo que mais importante permaneceu...

Nosso amor.

Lembra meu amor?

Da luta, das lágrimas, das vontades...

O que ficou hoje valeu a pena pelo pouco que aqui passou.

Sei que não posso sofrer, para não te fazer triste.

Sei que não posso querer com muita força , para não te fazer triste.

Sei que não posso chorar, para não te fazer triste.

Sei que não posso  te encontrar, porque essa possiblidade física não existe.

Sei o que ficou...

e isto me basta, meu amor.

Lembro cada detalhe do que vivemos.

Sei dos dias que passamos juntos, neste mundo.

E sei também que, o que ficou, bastou para ser forte,

bastou para ser eterno,

bastou para me fazer feliz.

E quando a vontade de te ver bater muito forte,

lembrarei de tudo que passamos, meu amor.

E sei que foi  suficiente o  que ficou,

para tornar nossos laços tão fortes...

Para me fazer esta pessoa que sou hoje,

para eu continuar por aqui lutando por um viver.

Por que sei, que a hora que por aqui tudo findar,

é com você que eu quero encontrar.

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 15h04
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Cobrança

 

Me cobram de coisas que não prometi.

Até daquilo que nunca senti.

Querem meu sangue depois de tanto doar.

Querem meu sonho e não me deixam acordar.

Me querem pai sem ser meu filho

e cobram até aquilo que não fiz.

Querem meus olhos e pensam que sou cego,

de não enxergar o quanto não devo

e este compromisso eu nego.

Querem para ontem e nem pensam no meu hoje.

Pensam que nasci para servir

e esquecem o meu porvir.

Preciso do meu nada hoje,

porque o que mais eu fiz foi tudo,

para tantos, para todos, 

para os fracos e os vampiros.

Me deixem com meus suspiros,

meus cansaços e meu tempo...

Não tenho mais hora para acordar,

muito menos para dormir...

Vou e chego a hora que quiser,

ja tive agenda para tudo,

não obedeço a mais ninguém,

além do amor que mereço,

além do nada que colocam preço.

Preciso que parem de me cobrar,

coisas que nao tenho obrigação de dar.

A palavra "ajudar" não significa imposição.

A instrospecção não quer dizer viver a dor alheia.

Não, não e não!!

Me deixem em paz na hora da preguiça,

não me liguem no meio da tarde,

muito menos no cedo da manhã...

Tenho compromissos comigo mesmo

e só tenho vontade de nada fazer.

Não estou esperando a hora de morrer,

é que ja construí demais, levantei castelos,

derrubei muros, dei meu coração e em troca nada pedi.

Hoje posso isto tudo me permitir.

Não meçam minha vida pelas suas derrotas,

eu venci e hoje posso descansar!

Meus compromissos hoje podem ser simples,

porque lá tras o complexo tive que decidir,

a dor tive que encarar,

o suor tive que enxugar,

a luta tive que travar,

a morte tive que encarar,

o corte teve que sangrar,

a tristeza tive que superar,

no tédio tive que me reinventar,

no buraco fundo tive que me alçar.

Então...

não me cobrem dos sonhos que vocês nao puderam ter,

muito menos do corpo que não souberam proteger.

A minha vida me pertence e podem me acusar do que quiser,

não sinto culpa de ser o que conquistei.

Não tenho vergonha de usufruir do que lutei...

Nada caiu do céu e não vai ser agora que irão me empurrar,

pros infernos que fizeram de suas vidas.

"Quanto mais cobrarem para eu dar aquilo que nao prometi,

menos me terão por perto. Cada vez mais me afastarei.

Não deixarei de cumprir minhas obrigações mas, nao darei minha vida

por erros alheios, por verdades impostas, por dores que não me pertencem".

 

CARLOS o EDUARDO




Escrito por CARLOS às 20h41
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Então...

 

Sabe aquela sensação de que tudo esta meio repetitivo?

então...

sabe que até esta bom!

Repetir coisas que me faz bem não faz mal não.

A curva continua virando para o mesmo lugar,

a reta chega aonde quero chegar,

o vento sopra para mesma direção

e o sol... então!

Brilha e faz calor. 

Tudo tão presivível que me faz muito bem...

Então, quem vai dizer que isto nao é legal?

Eu quero mesmo é repetir a minha mesmice.

Ela  me faze sentir meio que vivo dentro da minha idiotice.

Querer ser esperto demais, voar demais, querer mais...

Cansa!

Conquistar o céu e ficar olhando para as estrelas?

Então...

Isso é querer alcançar o longe que não tenho condição de chegar.

É querer mais de algo que não posso dar.

Comprar mais que meu cartão de vida tem disponível.

Querer ser mais que algo plausível...

Vou até onde minhas pernas permitirem.

E quando não poder mais ir, eu vou voar.

E quando não poder mais voar,

eu vou me jogar.

E quando não der mais para me jogar.

Eu vou imaginar.

E quando não conseguir mais sonhar.

Vou partir...

Então!

Serei tudo que sempre quis ser.

E foi preciso decair para poder evoluir.

Foi preciso parar de respirar

para alcançar o meu lugar.

 

 

CARLOS o EDUARDO.

 



Escrito por CARLOS às 00h12
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ESTRANHEZA

Coisas estranhas acontecem por aqui.

Tão estranhas que fogem a realidade que chamamos normal.

E ainda assim, convivemos com elas, como companheiras sem vozes. 

Estão aqui porém passam desapercebidas como os postes e vias.

As estranhas sensações são feitas para isto, serem olhadas e depois esquecidas.

E dentro de tudo que passamos, sobram palavras soltas para justificar as coisas loucas.

Amo o fácil e ignoro o que aparenta dificil.

Os meus sonhos são vazios e cheios de imagens turbulentas.

As vezes digo sim para algo que sempre rejeitei.

Os medos viram semânticas mal pronunciadas e desconectadas da dor.

Viro um ser anestesiado que nada sente além do nada.

Como um vaso sem planta, um saco sem ar, um céu sem azul, um tudo sem nada.

Tento achar razão para o que se perdeu faz tempos...

E as coisas estranhas dominam até a simplicidade que deveria ser pura.

São telas pintadas para serem descartadas.

São falas truncadas que nao servem para nada.

São sorrisos sem dentes que assustam na primeira olhada.

São mortos que se fingem vivos procurando sangue...

procurando sabor onde o tempero acabou.

Estranhos momentos, estranhos sentimentos, estranhos me tomam de assalto.

E todos caminham para o cadafalso prontos para serem divididos ao meio.

Metade servirá para alimentar os lobos e a outra para alegrar os tolos.

Todos mentem e mesmo assim acreditam numa verdade

que sequer teve a oportunidade de se tornar realidade.

São inventadas como contos de fadas...

Fantasias para uma ilusão confortável.

Estranho  esse ser que se faz amável

para logo em seguida pular no seu pescoço e grudar na jugular.

Tirar sua essência como você fosse um doce novo a experimentar.

Estranho tudo em minha volta e são essas coisas estranhas que me fazem estar vivo.

Quero sempre respostas para tudo que não tem explicação.

E o que não tiver solução eu mesmo acho a direção a seguir.

Estranhos são os caminhos que sigo, as vezes perco o sentido e recuo.

Tento com toda minha força ir em frente, mesmo estranhando tudo,

com medo desse nada que insiste em me preencher .

Procuro motivos para nao perder minha coragem.

E formo um rosto estranho ao olhar no espelho.

Estou me tornando um velho que tanto procura viver...

E não adianta reclamar, pois se tenho medo de morrer,

não posso ter medo de envelhecer...

A vida para ser muita precisa de tempo, e a decadência faz parte da longevidade.

E quanto mais estranho vamos ficando, mais sábio nos tornamos.

E morremos no momento de maior lucidez...

Cada dor é para ser sentida uma de cada vez.

Estranho não é?

É assim a ordem das coisas...

Assim se faz um viver.

E são com essas estranhezas que convivo...

e vivo!

 

 

CARLOS O EDUARDO



Escrito por CARLOS às 11h49
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Noites traiçoeiras 

 

E elas chegam aos poucos,  

Despertam mosquitos e morcegos 

Nada valem  para os homens cegos.

O corpo se prepara para recebê - la. 

E vamos nos entregando até sucumbir. 

Todos os  dias  tem suas  noites.

E elas quase sempre são iguais.

Mas eis que vêm  as obscuras e frias.

São as noites traiçoeiras. 

Elas mudam o próximo dia.

Elas rondam feito o pó da magia.

Elas pedem desordem e tentamos nos achar no caos. 

Elas não tem fim e fingem ser eternas. 

E nunca esqueceremos desta noite.

Cada segundo parecem horas. 

E tentamos nos imaginar como será o dia seguinte  ...

Por que a idéia que temos que tudo se perderá nesse frio que tanto  queremos que esquente. 

 

São as noites traiçoeiras que as doenças invadem. 

Pesadelos nos combatem 

Com imagens de horror. 

Encontramos o que não  queremos ver

E as notícias que chegam são  para nos fazer sofrer. 

E nessas noites traiçoeiras que rezamos e pedimos.

Que lembramos de um Deus divino.

Que os anjos nos protegem. 

Que sonhamos com dias melhores. 

Que nos despedimos de quem amamos. 

Que lembranças nos invadem. 

Que buscamos culpas e Desculpas. 

Que nós mesmos nos consolamos, 

Buscamos forças de onde nem sabemos que existem.  

Amigos que nem pensamos ser tão amorosos aparecem . 

E resistimos. .. nas noites traiçoeiras. ..

E fazemos delas o altar da evolução 

E no dia seguinte, mesmo tão machucados,  prosseguimos. 

 

" as noites traiçoeiras são como ratos que roem roupas velhas  e nos deixam nus como viemos ao mundo "

 

Carlos o Eduardo




Escrito por CARLOS às 16h31
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MEU TUDO

 

cansando de tudo, mas vou em frente.

Não existe no meu vocabulário a opção desistir.

Vou com fome, com frio e por um insistir,

que lá na frente algo farei acontecer,

não espero milagres, muito menos vou morrer.

Espero mais vida aonde vou descer,

desta viagem as vezes longa e outras breve.

As vezes quente outras frias como a neve.

As vezes chatas outras tão cheias de excitação,

as vezes cheia de razão outras sem uma noção.

Cansei do cheiro, da cor e do cabelo,

então troco a roupa, o perfume e o cabeleireiro.

Penso em tudo que tem um pouco de apelo,

e sigo em frente,

no tunel sem luz no final,

na ponte sem elo de ligação,

no mato sem cachorro, como um animal.

Quero sexo, quero paz, quero emagrecer

e mesmo assim continuar a comer.

Quero sonhos que possa lembrar,

Quero livros que tenha vontade de ler.

Rezar e poder compreender o que aquilo quer dizer.

E sou mesmo uma pessoa que fez muitas coisas

porém, fui esquecido por minha opção.

O que adianta ser lembrado e receber um não?

Esta tudo bem definido neste quadro que eu mesmo pinto.

Sei muito bem o que vejo, o que quero e sinto.

São nas coisas pequenas e simples que me completo,

se não for assim, de frustração fico repleto...

Quero muito continuar assim,

vendo o longe a distância,

e o que dói perto prefiro sublimar...

Olho pro mar, respiro este puro ar,

e sinto que está tudo indo bem.

Sim, está indo bem até aquilo que as vezes vai, as vezes vem...

Essa melancolia tão insistente,

essa euforia tão decadente,

essa folia sem carnaval.

A quem fiz e faço tanto mal?

Sou um pouco de tudo que fiz.

Sou um tudo do pouco que não quis.

Sou tudo, mesmo que nada seja meu.

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 13h08
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DESEJO...

 

São tantos desejos...

Os inteiros que esquecemos na proxima esquina

os incompletos que vivemos sempre tentando preencher.

Aparecem um atrás do outro como pulgas num cachorro sujo.

E por mais que estejam tão presentes, eu fujo,

para me aproximar do proximo desejo.

Só quero entender aquilo que procuro e vejo.

Os fantasmas estão por aí tentando desviar o assunto,

insistindo nas coisas que procuro esconder.

E vou cada vez mais fundo segurando a respiração,

tento alcançar o mundo que tanto desejei para mim.

Mas tantas coisas são desejadas e abandonadas.

Se desejo o alto da montanha,

chegando lá quero voar.

Se desejo voar, quando estou flutuando quero pousar.

Quando pouso desejo correr para em algum lugar chegar.

E quando chego esqueço o desejo que tanto me fez sonhar.

E assim tudo fica esperando uma solução,

do que , para que, aonde e o porquê.

E todos, aos poucos , vão partindo junto com seus desejos,

uns alcançados outros perdidos no esquecimento.

E aquele tão desejado momento

virou uma peça de mobília empoeirada no canto da sala,

ou num porão interior que fazemos ajuntamentos,

de coisas desimportantes, de memórias levadas pelos ventos.

O mundo não é uma fabrica de desejos

que criamos para nos satisfazer.

Desejo muito mais do que algo tão etéreo

como é a vontade de algo distante!

Que seja agora ou bem antes

do acontecer...

Na hora que eu morrer quero todos meus desejos comigo,

levo-os comigo porque os colecionei para meu contentamento.

Eu sou a vida que eu invento

e dela me faço feliz...

Sou aquele que sempre diz:

Seguir em busca do meu maior desejo

e nunca desistir...

E quando encontra-lo, reconhecê-lo plenamente,

usufruí-lo inteiramente.

Desejo que tudo seja pleno,

até aquilo que nunca aconteceu...

 

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 23h55
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Coragem

 

A quem  irei pedir socorro 

Deste sintoma que vem não sei de onde!

Penso que assim eu morro..

Socorro! !!!

 

Do que devo fugir?

Que mal devo me Infligir 

Quais dores  devo sentir. ..

Preciso de nomes e diagnósticos.

Remédios e um algo fisiológico.

E esta voz que fica sempre a insistir. 

Que algo está errado em mim. 

Qual medo eu vou sucumbir?  

Qual sensação é certa ou errada?

Será que vou morrer quando estiver a dormir?  

E minha voz se faz calada, 

Porque ninguém compreende quando tenta ser explicada. 

É  um vazio sem razão 

E um medo de tudo  que faz disparar meu coração. 

Se estou só quero multidão.

Se está muito quero menos.

Se está tudo bem  tem algo estranho.

Se está pequeno aumento de tamanho. 

Se está  tranquilo me inquieto 

E me encolho  como um feto.

Não consigo decolar  porque meu céu  não tem teto. 

Me perco numa palavra e nada adianta...

Viro um algo parecido com uma anta. ..

Sem noção do que sou, quero e para onde vou. 

E qual seria minha cura 

Dessa doença tão escura? 

 E a voz com clareza me responde.

"-Use a razão, olhe pros lados e veja

Que nada tem  motivo  para tanta desorientação .

Acredite no que vê e não nessa coisa invisível que acha que é mais forte. 

Nao se vive assim espreitando a morte.

Acredite na força da sua fé. 

Se apóie nos que te amam e Lembre-se  que trovoadas sempre virão.  

Que a morte é algo inevitável.  E que tudo se pode superar ,  

principalmente  você que tanto teve, tanto têm  e tanto fará.

 Não  seja covarde consigo.

 Olhe para os lados e veja quanta miséria humana existe por aí  e você, um Privilegiado, reclamando...

De que?  

Esta doendo?  Engula o choro  e vá em frente.

Melhorou?  Olhe em frente porque o tempo não devolve o que gastou. 

O tempo não tolera disperdício! 

Coragem, é isto que deve sempre ter.

Você não veio aqui a passeio!"

 

 carlos o Eduardo 



Escrito por CARLOS às 22h28
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TEMPO.

 

Meu nome é o espaço sem fim.

Aquele que se perdeu no mais longe do meu longe.

No mais imperfeito momento que imaginei tanto bem feito.

Meu sobrenome tem reticências e prolongamentos.

E por aí vou em busca dos meus momentos...

que só o tempo dirá,

que só o tempo fez criar.

E as horas são tão rápidas que nem mais as marco

no meu smatphone!

E  tudo que é real some...

Os segundos se perderam por si só, 

como centavos que não usamos para nada.

Os minutos são distrações para escondermos nossas emoções.

E o tempo se faz contando o claro e o escuro,

As bordas e os muros,

As flores e seus tempos de iluminar.

A quem eu vou sempre amar,

o tempo irá manter, ele rapidamente dirá.

De tempos em tempos sonhamos com o ontem,

tão presentes e marcantes que se fazem hoje.

Queria tanto voltar para aquele dia

onde bifurquei a minha decisão.

E tudo se fez diferente porque tive que dar um rumo

em meu coração.

Quanto tempo faz, meu Deus, que te perdi,

e esta tão marcado que sinto doer profundamente

este sentir...

Meu tempo esta passando a olhos vistos,

e a quem devo prestar contas?

Aos ponteiros, aos alvos certeiros, ao meu jardim, meu canteiro...

vou espalhando sementes por aí,

vou florindo, frutificando, aprendendo

e na na hora que estiver morrendo,

deixarei meu tempo marcando,

todos os tics e tacs, 

todos os piscares e olhares,

tudo que tem que ser, será...

De tempos em tempos  vamos nos reconstruindo...

Agora o tempo se faz hora,

a hora se faz minutos

e os segundos piscam como luzes de natal!

E o que eu faço aqui?

O tempo acabou...

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 20h26
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In(diferente)

 

Esta tudo tão diferente. ..

O dia está tão  quente 

Mas o pensamento tem um frescor. ..

Algo  está mesmo diferente...

Mesmo com tantos contras 

Querendo  ser prós. ..

Tantos defuntos insistindo em fugir dos pós...

As coisas que cansam, avançam! 

Sem um piscar de trauma. 

Quanto tempo falta para virar 

Só alma? 

Tantos pesos e muitas rezas.

E tudo mesmo tão diferente 

Elas se repetem com novos rostos,

Novos medos e cada dia os desafios vem casa vez mais cedo. 

Acordo já com vontade de dormir. 

Durmo com vontade de nunca mais esperar por um porvir.  

Insisto em não desistir. 

E o que vai adiantar fazer a diferença?

Se tudo começou com uma marca de nascença! 

Mudei a hora e a resposta,

Fiz todas as apostas, 

Tive uma paciência de monge em monastério.

Revelei a todos meu maior mistério.

Desenterrei ossos e velei  remorsos. 

Coloquei sonhos em barcos sem rumos,

Comi  o fruto com caroço,

Me deliciei com seus sumos,

E me enfiei no mais profundo poço. 

Fiz todo possível para ser diferente e caí na armadilha que eu mesmo armei. ..

E o que me restou? 

Sobras que colecionei,

Vontades que saciei

E aquela sensação desagradável 

Que em alguma coisa não  acertei.

Para que ficar se torturando 

Se tudo  termina quando tem que acabar.

se tudo acaba na hora que eu determinar.

E se ainda é, foi porque simplesmente  eu quis continuar. 

 

 Carlos o Eduardo 



Escrito por CARLOS às 22h35
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Escrito por CARLOS às 11h30
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Medo de que? 

Que medo  é  este que o faz fugir,
Fingir  ser um algo que a realidade
Mostra não mais existir.  

Medo de que rapaz? ?
Já está na idade de procurar um canto de paz. 
Dispa-se dessa roupa de maluco beleza. 
O personagem que criou não pertence  a sua natureza.  

Medo para que se tudo ao final perde a razão.
Melhor viver e a cada dia experimentar uma nova emoção 
Do que ficar lembrando do que foi e fechar o coração.  
Medo de se apaixonar? 
Você sabe como é bom este estar. 
Medo de beijar? 
Você sabe que é neste momento que a vibração vai conectar. 
Medo de se sentir jogado num vácuo? 
Sabe que assim que se aprende a voar. 
Medo de morrer de tanto amar.
Ahhhh  se todas as dores do mundo  fosse este estar! 

Não ando ao lado de medrosos, 
Eles contaminam as esperanças,
Andam num ritmo que só recebem cobranças.
Fogem das próprias sombras, 
 veem tudo pela metade 
E fazem da caminhada uma eterna saudade. 

Por isso vou me silenciar. 
Entendo que coragem não é algo que se ensine com palavras.  
É na pele, 
No corte que sangra,
Na dor que faz cicatrizar, 
Na vontade de ir em frente,
Sempre. ..

Vou deixar você ir pro  seu lugar. ..
Ou melhor,  vou deixar você onde está. ..
Porque é  de medo em medo que cavamos os buracos que vamos nos enterrar. 
 chega de conselhos,
Isso é coisa de velhos que depois diz que já tinha avisado.
Vou ficar calado...
Medo de que? 
De tudo, até do que não  existe  ainda. ..
Do mundo, aquele que tanto queria fazer existir.  

Carlos o Eduardo 


Escrito por CARLOS às 14h04
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DARUMA

 

Quero fazer um pedido,

que nem precisa ser agora decidido.

Pedir é fácil ...

Quero ver alcançar os sonhos perdidos.

Pode pedir aos deuses, aos céus, aos duendes,

orixás e anjos,

para todos os santos de todos os cantos...

Mas o milagre só ocorre, 

quando o Deus maior chamado Você,

impor o que vai querer ser...

Vou pedir ao meu espelho,

e dele querer um conselho.

A quem amar, para onde ir,

o que fazer para ter um sorrir.

E vou insistir quando cansar,

e vou rezar quando a esperança vacilar.

E não vou chorar, Ah, não vou mesmo!

Vou pedir com força e correr na frente,

para mim mesmo não se mente.

Mudar a cor, mudar o caminho,

não mais sentir pena e acomodar neste ninho,

que não me pertence...

A quem pedir eu já sei,

e antes de morrer eu cumprirei

a minha vontade.

Eu tenho plena capacidade

de construir um novo eu.

E somente eu sou capaz disto.

Não vou pedir nada que seja distante,

muito menos algo que seja diferente

daquilo que é minha essência.

Não me guiarei por uma carência,

muito menos pela fome, pela sede

e as necessidades mundanas.

Não quero ser essa pessoa insana

que tudo pede e não faz a sua providência.

Vou pedir a quem pode me ajudar,

a quem pode retribuir o meu amar,

Pedir e não sentado esperar.

Fecho um olho e miro o meu alvo,

e aí então vou na direção do meu centro,

bem dentro...

Confio em mim e é a quem eu vou pedir,

que tudo aconteça do jeito que eu fizer,

que tudo mereça da maneira que eu quiser.

 

CARLOS o EDUARDO

 

 



Escrito por CARLOS às 21h22
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AI QUE DÓ DE MIM.

 

Ai de tu que vai sair por aí,

pensando saber contar lorotas,

colecionando chacotas que nos fazem rir,

só rir sem chorar.

Ai de mim que tanto anseio fugir,

para longe daquilo que chamo chato,

de ouvir, de ver, repetir e insistir.

Ai de todos nós que tanto temos que escolher,

o que comer, o que vestir e o que dizer.

Fingir ser flor enquanto cultivamos espinhos.

Tentar ser eterno enquanto caminhamos sozinhos

em direção a proxima lápide que nem podemos escolher.

Ai que pena do meu vizinho,

que toda semana lava seu carro.

Todo dia briga com a mulher e fica sem dormir,

e fica a fingir, que tudo esta bem no reino dos animais pensantes!

Ai de quem achar que  as coisas são fáceis!

Pior que até são, se  entendermos a razão do viver.

Como não somos capazes disto, complicamos até o respirar.

Que tal parar de acumular sentimentos que nao se completam,

palavras que não se formam,

vontades que se perdem,

sonhos que se repetem,

por nada, absolutamente nada ao final!

Que pena que tenho de mim mesmo,

tendo a ousadia de achar que sou mais

do que aquele que dorme na praça próxima,

cheio de nada para fazer e muitas drogas a consumir.

Drogo-me ao encher meu cerebro de vontades,

de quereres e podres aspirações.

Corações batem para podermos viver,

e fazemos da nossa vida um leque de opções não escolhidas.

Vou para todos os lugares que puder alcançar

e os que não conseguir, tem problema não,

guardo no meu coração a vontade e invento outra.

Não tem problema não, escrevo meus poemas

e arrumo novos temas e em frente vou.

Nada me fará sucumbir neste limitado tempo chamado viver.

Nada me deixará desistir nestas infinitas possibilidades postas a mesa.

Vou até onde alcançar com meus pés e olhos.

E descansarei quando for o dia...

E jamais morrerei de vespera, porque nao estou aqui,

para alimentar nenhuma boca faminta em festa.

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 22h14
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O que queres?

Queres ser feliz?
Descortine as brumas que lhe cega
fuja das promessas vazias
E pare de contar os dias
Como fosse um cronômetro fatal.
Se distancie do que lhe faz mal.
Escreva um poema de amor
para quem  lhe tem amor.
E não tenha medo de morrer
E sim do tempo que passa,
Este sim lhe tira vida e não tem volta.


Queres ser feliz? 
Sonhe o sonho dos justos
Mas não se escravize por isto. 
Ande com os pés no chão
Mas use as mãos para sentir o caminho.
Faça coisas erradas e não sinta culpa,
Afinal é tentando acertar que erramos.
Tome seus remédios , mas não glorifique a doença. 
Coma gorduras e doces,
Mas não faça disso o seu maior prazer.
Saia do seu prumo,  só não vá muito longe, 
Para não se perder de si mesmo. 
Saiba apreciar o acordar e o dormir, 
São exemplos que temos em vida do nosso futuro ir,
Para o mundo que viemos. 
Seja carinhoso,  mas aprenda a receber também, 
Não se vicie na virtude,  ela nos limita a saúde, 
Não seja egoísta,  nem com você,  nem com ninguém. 
Construa sua fé sem precisar de sermões alheios.
Leia muito, conteste e aprenda por si ...
Distribua o que sobrar e as vezes dê aquilo que lhe é único, 
Acumular não faz bem,  pesa e cria mofo...
Como pode seguir em frente sem asas?
Como pode seguir o vento sem flutuar?


Queres ser feliz? 
Viaje,  mude e se recrie. 
A felicidade não vem de graça, 
Ela é um conjunto de verdades e dores,
São lapsos que temos num turbilhão de horrores,
Que nos são impostos como carmas e resgates.
Ha! Isto são temas para muitos debates...


Queres ser feliz?
Faça seu próprio poema, diga o que sente,
Para si mesmo você jamais mente. ..
Ser feliz é um estado de espírito, 
Uns nascem para ser,
Outros morrem sem ao menos isto ter...
Vamos ser feliz? 
Sorria, isto contamina e faz bem...
Amém!

 

Carlos o Eduardo



Escrito por CARLOS às 19h05
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CALMA

 

Acalme seu coração,

tudo tem seu princípio e recomeço.

Até as coisas que não vi nem conheço.

Pense de maneira mais suave,

nem tudo são axiomas,

nem tem como prever os sintomas.

Vai dar tudo certo, até o que é incerto...

 

Acalme seu coração,

os ventos sempre sopram a favor,

em direção ao mais puro amor.

As certezas não valem nada

neste mundo cheio de corações vazios.

Quanta arrogância, ignorância e demência.

Por nada!

 

Acalme seu coração,

antes que ele exploda ansioso por uma solução.

A quem você deu o direito de lhe julgar?

Quem é seu maior inimigo habita dentro de você!

E esta sempre conspirando para que tudo mude,

mesmo aquilo que lhe faz bem.

 

Acalme sua alma,

antes que ela parte para seu início.

Toda hora é hora de desistir,

e o segundo no pensar o faz permitir

ser o que quiser.

Até aquela coisa que tanto dizem para você nao ser...

 

Acalme-se pessoa,

para que se desesperar...

O tempo é algo infinito.

Empurra tudo para frente,

mesmo o que anseia ficar onde está.

 

E com calma e suavidade tudo se resolverá.

Afinal, para que pressa se todo caminho é um só.

Até aquele que o leva a lugar nenhum.

 

Acalmai tudo, até aquela centelha,

pequena e escondida que lhe aflige.

não só a você, e sim a toda humanidade.

" E então veio tudo de uma vez, e a voz me disse

para que eu me acalma-se que tudo se resolveria.

Acordei leve e com um gosto doce na boca.

Era este o sentimento da eternidade.

E me acalmei!

 

CARLOS o EDUARDO.



Escrito por CARLOS às 18h56
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De novo…

 

E novamente prometeu o que não podia dar.

Acha que as coisas veem fácil como ondas que saem do mar.

Como um rato que desconfiado põe a cabeça fora do buraco

e arrisca uma corrida para buscar o resto que lhe foi ofertado.

Um barulho, um obstáculo diferente, retorna ao conforto

ilusório que é a escuridão que se enfiou…

Mas quem ama é assim, vive perdoando,

vive acreditando no mesmo som, na mesma música,

achando que a dança pode variar o movimento.

Quanto desapontamento!

Como nos enganamos quando o véu da paixão

cobre de nuvens esparsas a visão.

Como é mais fácil fugir e se esconder

dentro do próprio caixão,

aquele que guardou para adiantar o seu morrer.

Aquele que fabricou para guardar o seu sofrer.

E de novo prometeu o céu,

mas  é igual uma abelha estéril

que não consegue fabricar o próprio mel.

Quer tudo que não pode retribuir,

quer beijo e não sabe sorrir

quer carinho e mal consegue entender

a calma que é dar e receber.

Quer ser feliz e se apegou a coisas…

aquelas descartáveis.

E de novo você esqueceu que existem sentimentos

que não se podem manipular.

Uma palavra, um gesto, um movimento sedutor

mesmo que mentiroso, movimentam energias,

criam magias

e quando descortinadas e reveladas como falácias,

criam tristezas,criam feridas, criam frustrações…

E de novo faltaram as emoções.

tudo tão raso, superficial e sem sentido…

É assim que faz, se repete,

como um pêndulo que vai e vem,

e não se movimenta para frente…

A quem vai novamente enganar?

Ninguém além de si mesmo…

Este seu mundo do de novo, novamente,

é tão vazio que cabe num pires raso,

que mal enche o pequeno espaço chamado viver…

 Se Lembre que as coisas não voltam,

somente repetem um padrão…

A vida não se resumo a um sim e um não,

ela nos pede sempre  coragem e ousadia

toda hora, todo minuto, todo santo dia.

Pena que de novo demonstrou …

covardia!

 

 

CARLOS  EDUARDO



Escrito por CARLOS às 12h30
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O TEMPO E EU

 

As coisas não andam fácil meu amigo,

queremos tanto algo e esse querer as vezes

se perde por aí...

Queremos coisas que se acabam ao acordar,

são sonhos de um amar,

são momentos que insistem querer voltar.

As coisas não andam fácil meu amigo,

cuidado com as promessas,

cuidado com tantos quereres,

que as vezes se acumulam

e tumultuam o viver...

Não está nada fácil as coisas meu caro,

ontem mesmo deu vontade de morrer.

Não que eu queira me matar,

é que essa rotina do viver nos faz pensar

o quão seria fácil o partir como modo de descansar.

Deixar de comer, dormir, cagar, mijar, sentir coisas da pele,

fingir que tudo está bem enquanto amanhã nos espera mais dor.

E eu aqui, meu amigo, pensando no amor.

Qual tipo melhor você prefere?

O perfeito dá vontade fugir,

o imperfeito é aquele do mentir...

Tá dificil não é meu amigo?

Quanto vezes já falei e repeti o que sinto, 

mas não adianta a verdade, ela é relativa,

tem tempo para ser real e sempre falta um pedaço

que completamos com uma discreta mentira.

Não sei mais o que faço...

Nem quero saber.

Fingimos mesmo meu amigo, não está fácil , não é?

O que importa diante de tantas dúvidas...

Para que ficar pensando nisto,

o melhor é isto que eu sempre insisto:

Vale a pena sempre mudar o que incomoda,

incomodar o que está foda...

ou seja, misturar tudo num pacote só,

e se nada der certo, dar descarga, descartar...

fácil assim, sem se preocupar com sentimento,

muito menos de que lado sopra o vento.

Pois é meu amigo, nada está fácil...

Eu mesmo ando em paz comigo mesmo,

as vezes dói, as vezes sorriso,

as vezes tenho tempo para tudo, 

outro falta tempo para nada fazer.

E assim vou levando, meu amigo,

e quanto menos carga tiver mais longe vou,

quanto menos sonhos acumular mais leve sou,

quanto menos expectativa tiver, mas livre estou.

 

 

CARLOS o EDUARDO.

 



Escrito por CARLOS às 21h59
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POR UM TRIZ

Esta tudo tão estranho,

aquela porta abriu 

e uma sombra sem tamanho

invadiu...

Vou deixar tudo de lado,

vou ficar um pouco calado.

Assim escapo ileso deste pecado

de querer tudo de uma vez

e esquecer que as coisas levam dias

semanas e até um mes,

para se revelar, para se creditar e assim 

se tornar...

Algo que valha a pena.

Ensaio a minha cena e subo no palco.

Declamo minha fala,

ecoa minha voz na sala,

e quem quiser ouvir se cala...

Falo da vida, falo de forma esquisita.

E sem querer me falta voz.

Descubro que de mim sou atroz.

Firo-me de forma profunda.

Sangro esvaindo aos litros

da minha ferida bem funda.

Arranco com força as raízes que cresceram

e tiraram de mim o movimento.

Sei o que passo neste momento

e dele tiro minha verdade.

Em carne, osso e  alma

Vibro e tento ser feliz.

Mesmo sabendo que tudo esta por um triz.

Mesmo tentando entender o sentido disto.

Eu insisto!

Nada sei porque não quero mais saber.

Vou no vácuo, vou na vida, vou vazando pelos cantos

esvaindo como um ínfimo buraco escondido,

que em segredo toma aos poucos o que anda cheio...

O que anda cheio de vontade de ser eterno.

 

CARLOS o EDUARDO

 

 



Escrito por CARLOS às 20h10
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EIS O VAZIO : ESVAZIO

E aí, tudo bem?

As coisas aconteceram como queria

ou se perderam na primeira curva daquela via?

Foi do jeito que imaginou

ou não foi exatamente da maneira que falou?

Sem expectativas é sempre melhor, afinal

para que criar sonhos se ja nem consegue mais dormir?

Já desistiu de tantas coisas por idealizar um castelo de areia

que levantou na beira do mar

e descobriu que assim não se constrói um amar.

E agora, ja sabe o que quer?

Está melhor assim, depois de se esvaziar de tantos desencontros?

Vai agora tornar sua vida mais emocionante

sem chorar pelos cantos e rezar para o santo errado?

Vai se alegrar mais antes que seu sorriso desencante?

Vou perguntar de novo, e aí, tudo bem?

Adianta mentir para si, fingir para o espelho,

diminuir a idade, trocar a maquiagem,

botar silicone, pintar o cabelo,

trocar a cor dos pelos,

botar uma roupa da moda...

Se a solidão não sai de você!

Esta impregnada na sua alma.

Ela te acompanha quando sozinho se encontra com sua essência...

Aí não tem como mentir...

Seria uma indescência!

Já deixou tantas coisas para trás,

que viraram montanhas e não se vislumbra nem um horizonte,

tudo que acumulou está amontoado naquele monte.

Agora só te restam algumas opções:

viver assim ou assim não mais viver!

Morrer assim ou nunca mais assim morrer.

Pode chorar, quanto mais se derramar,

mais espaço terá para acrescentar um novo ar.

 

CARLOS o EDUARDO

 

 

 



Escrito por CARLOS às 19h15
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O IMPONDERÁVEL


E eu estava entre uma coisa que não tem peso revelável;

Flutuava entre a certeza e o imponderável.

Uma luz quem ninguém sabe porque reluz.

Uma energia que brota do nada.

Um corpo leve desplugado da tomada.
Não vou explicar pois, nada  é digno de ponderação;

Não perderei meu tempo por algo que não merece avaliação:

São argumentos imponderáveis e indefinível que vão influir,

e o futuro não mais será previsível, apesar dessa falsa certeza infalível.

Estou vivendo uma circunstância dificil de avaliar,

e nem seus olhos claros e suas certezas limpidas irão me acalmar.

O impoderável tomou conta de tudo e qualquer coisa pode acontecer.

O sol escurecer,

a lua virar um ponto de luz distante,

e este meu sentimento deixar de ser um instante.

Os cálculos perderam sua lógicas.

As palavras ficaram antropofágicas.

O rumo perdeu sua direção.

E ainda sim pondero em cima de uma razão...

Qualquer uma que venha me explicar.

Qualquer duas que me faça suportar...

A vida é isto, um misto de susto com ilusão.

E quem quiser que sonhe o sonho dos iludidos.

E quem puder que fuja para o buraco que acha ter proteção.

Reze por um senão.

Suporte um não.

Espere por um movimento súbito...

O imponderável não deveria te assustar,

afinal é disto que é feito tudo neste caos chamado mundo.

Neste mundo chamado caos.

Neste chamado caos que o mundo nos impõem.

Eis o grande deus que todos devem acreditar...

Nada está em suas mãos nem pode controlar.

O deus do imponderável é quem comanda.

Nada está escrito e ninguém sabe o que será.

Acalme-se e deixe as coisas fluirem...

Elas irão se resolver, querendo ou não,

elas irão se perder, querendo ou não...

Elas são o que são, acreditando ou não.

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 14h33
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Aleluia

 

Tão fácil de fazer,

abrir os olhos e ver.

Tão fácil de sentir,

mostrar os dentes e rir.

Tão fácil de falar,

agradecer e admirar.

A obra está feita,

entregue-se a  toda esta perfeição,

só falta usa-la para alcançar sua paz.

Aleluia!

Tão fácil lhe foi dado 

e você torna tudo tão difícil.

Chora por mágoa, por medo,

esquece que tudo pode findar mais cedo.

O milagre quem faz é você!

Aleluia!

Uma flor que desabrocha,

uma agua límpida que corre,

um céu azul com vento suave.

Um mar infinito com ondas rebeldes.

Um floresta verde cheia de vida.

São os presentes que lhe foram dados

para você usufruir e compreender

o quanto é bom viver.

Aleluia!

Um abraço, um carinho, amizade e amor.

Sentimentos para serem lapidados,

tudo isto dentro de um ciclo

para levar a sua evolução.

Basta sentir  Deus no seu  coração,

basta conversar com ele com fé e emoção.

Aleluia!

E quem sucumbir a dor,

e quem nao aguentar a sua cruz,

e quem não conseguir alcançar a luz,

por fraqueza, por depressão, 

por não acreditar em si,

ainda há tempo, sempre existe 

para quem com fé acreditar...

Aleluia!

Que os anjos os acompanhem,

que a energia de amor os animem,

que os seres de luz os iluminem

 e que você mesmo descubra seu caminho...

Repito, o milagre só existe quando você mesmo resiste.

O grande milagre se divide em:

amar, se amar e saber receber amor.

 

ALELUIA!

 

CARLOS o EDUARDO.



Escrito por CARLOS às 11h23
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AINDA Há TEMPO

 

E ainda há a tempo para qualquer querer.

E eu quero viver aquilo tudo que a mim prometi.

Ser uma pessoa feliz, livre, resolvida e em paz...

eu menti!

Ser feliz não é jogar as  duvidas debaixo do tapete.

Ser livre não é pegar um avião e pousar em qualquer lugar.

Se resolver não é largar no caminho o que precisa entender.

E a paz não vem com remédios para dormir...

Tudo tem haver consigo mesmo sem fugas.

Tudo tem haver com as vontades que deixei de ter.

Tudo tem haver com os sorrisos que nunca dei.

Tudo tem haver com aquilo tudo que eu sempre nao quis ver...

E ainda há tempo para achar um novo caminho.

Mesmo depois de tantos descaminhos...

Vou voltar para aquela bifurcação

e  mesmo decidindo pela mesma direção

quero nova emoção.

Ainda há tempo para novas palavras, poemas e sonhos.

Mesmo que tudo conspire contra,

mesmo que me falte coragem,

devo lembrar que quem faz mais por mim sou eu.

Assim faço os que me cercam felizes,

assim me faço em paz.

Ainda há tempo, muito tempo, para me decidir.

Coisas novas com velhos sentimentos.

Coisas velhas com novos momentos.

Ainda há tempo, eu sei...

Quem vier comigo irá saber.

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 12h22
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Aprendi....

 

Aprendi que nem todo sonho se torna realidade.

E que algumas realidades são como sonhos.

Aprendi que chorar por um momento é efêmero.

E que um momento, as vezes, merece lembrar por toda eternidade.

Aprendi que perder algo não quer dizer para sempre.

E que sempre que perdemos algo é porque chegou a hora de renovar.

Aprendi que uma paixão nos faz vibrar.

Mas que um amor bem construído nos faz bem viver.

Aprendi que ficar só não quer dizer solidão.

E que a pior solidão é aquela que tudo não representa nada.

Aprendi que ser vitima para arrancar um favor, um sentimento de pena,

não engrandece ninguém.

E que ser forte com a dor vale muito mais a vida.

Aprendi que ontem não será como amanhã,

e quem vive preso no que passou, não passa.

Aprendi que o amanhã é algo meio subjetivo.

Que o futuro só existe quando o hoje é algo bem presente.

Aprendi que tudo dói, até o que nos faz bem,

porque um dia tudo irá embora...

Tudo terá a sua hora.

Aprendi a sorrir e aproveitar.

Aprendi a perdoar até o que não fizeram por mim.

Perdoar a mágoa que me causaram.

Perdoar sempre, não pelos outros, mas por mim.

Até o fim...

Aprendi a respeitar e agradecer,

e estou aprendendo a cada dia como é morrer.

Aprendi a viver por mim e por você,

amor da minha vida.

E aprendi com você a ser este ser.

Aprendi a ser feliz da minha maneira.

E sei que não se deve esperar muito fora de mim.

Quem me consola sou eu.

Quem faz o meu meio sou eu.

Quem deve acreditar no amor e saber retribuir...

Sou eu.

Acredito e aprendi que tudo nesta vida vale a pena.

E o que não aprendi ainda é porque não tinha que ser.

Aprendi que nada sei até o que já sei...

Aprendi a ter fé, muito própria, muito minha,

uma intimidade com Deus...

Nada cobro, nada peço, nada impeço de acontecer.

Aprendi sim a viver...

 

facil, leve e doce!

 

CARLOS o EDUARDO.



Escrito por CARLOS às 21h20
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MORRINDO 

 

E vamos morrendo,

as coisas, as plantas, os bichos

e do outro lado renascendo...

Quero ir sorrindo, porque assim fica mais fácil,

assim fica leve, assim aparenta indolor para quem ver,

e para quem sente.

Bem dentro de mim algo me diz que serei feliz.

E eu acredito, mesmo desacreditando,

vou por aí sem perder o caminho,

levo na bagagem meu proprio ninho,

só não posso me acomodar!

Cansei de tantas coisas  e outros eu descansei.

Quero voltar aquele dia, la no inicio da minha caminhada,

o dia que passei uma noite acordado,

vendo todas a estrelas passarem,

até o sol chegar...

E vai ser assim daqui para frente,

sincronizados corpo alma e mente,

vou ficar com olhos bem abertos,

ate a luz chegar...

E eu vou em frente, vou nela mergulhar,

afinal procuro claridade em tudo,

na vontade,

no amor,

em tudo que quero ver e ter...

E vamos morrendo e eu vou sorrindo,

para que chorar?

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 08h55
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Em construção

Sei tudo de mim e ainda vou além 
Cheguei no ponto de me achar um ninguém.
Colocar aquela placa que diz "em construção" 
Indicando que mesmo pulsando um coração 
Existem dúvidas, erros e falsos modelos...
Existem esqueletos no armário. 
Existem cristos no calvário.
Existe fome na mesa farta.
E eu aqui enjoado...
E eu aqui puxando mais uma carta! 
Achando que tudo tem haver com nomes...
Quase morri ao nascer,
E vivi nessa dúvida do morrer,
Porque?
Sempre convivi com as partidas,
Cadáveres encobertos expostos nas ruas,
Sonhos e agruras,
Pesadelos e sentimentos,
Aqueles inesquecíveis momentos! 
A quem  irei dizer as minhas verdades!?
Jogo-as por aí, e nem remorso sinto!
Porque não fingir que minto!?

Ando por aí a me curar!
Tenho algo grave em mim que me consome!
Um câncer, um vírus ou uma bactéria letal! 
Que tentam me fazer um decisivo mal. 
Jogo sal, rezo e tento não ser irracional!
Mas, a quem irei dizer se me curei?
Qual remédio procurei?
Qual médium consultei?
Quem será que irá me curar?

Talvez a morte,
Talvez uma sorte...
Qualquer!
Um sul ou um norte ...
Ou eu mesmo sendo forte.
Superando dogmas e imposições,
Esperando palavras e situações,
Ou,
Simplesmente vivendo, se entregando, 
Deixando tudo fluir...
Assim como gotas de orvalho,
Brotando numa folha verde...
De onde veio?
De mim, do chorar pela falta 
Das coisas que se foram para sempre...
Ainda bem que foram,
Marcaram porque não deveriam ficar! 
Subi mais um degrau,
Assim não me senti mal...
Assim posso dizer:
Afinal passou!
Assim posso realmente dizer:
Nada sou...
Sou um ser em constante construção,
Obra inacabada,
Que ainda nem passou...

Carlos o Eduardo 






Escrito por CARLOS às 22h21
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DIVAGAR DEVAGAR

 

Está tudo dominado,

tudo foi dito e o passado foi zerado...

Será?

Quantas mágoas ainda cabem nesse copo?

ódios cuidados como plantas para darem flores,

darem frutos,

darem surtos!

E o sonho que tanto foi imaginado?

Está por aí, quem sabe acho nas páginas da internet..

Ou dentro de mim...

Quem sabe!

Ninguém que não seja eu....

Eu, este ninguém que pensa que tudo sabe.

Tenho a impressão que estou em suspenso.

Aguardando um "sei lá o que" que me transforme

em algo tenso.

Sou assim mesmo, intenso até no pouco!

Está tudo dominado conforme o combinado.

Passei por tudo que tinha que passar,

estacionei aonde eu deveria estar,

calei diante dos que tantos querem falar.

Solidarizei com meus conflitos.

E nunca mais dei ouvido aos meus desejos aflitos.

Deixei de lado aquilo que tanto era meu centro.

Desvirtuei a lógica do bom senso.

Desisti das coisas que eram dos outros

e se faziam como minhas.

Resisti bravamente ao caminho curto.

Acordei centenas de vezes na mesma cama,

e consegui me livrar dos pesos, da lama...

Dominei até o que não era imposto.

Coloquei marcas no meu rosto.

Envelheci e renasci no meio das rugas.

Achei meu elo perdido.

Achei meu lado inteiro.

Achei minha verdade.

E ela é tão ampla e elástica

que cabe tudo dentro dela...

Cabem até as mentiras que contei sobre mim,

Cabem tantos vazios, tantos ecos, 

tantos escuros becos...

 

O que foi mesmo que eu queria dizer?

Perdi-me em conjecturas...

Ha... Queria dizer que está tudo dominado...

 

CARLOS o EDUARDO

 

 

 

 



Escrito por CARLOS às 21h36
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MORRI ONTEM

 

Morri ontem quando vi pela tv

a morte anunciada de um bebê.

Morri ontem quando perdi você!

Morri ontem quando descobri que não tenho vontade de viver,

assim, com essas misérias humanas.

Morri ontem mas continuei um morto vivo,

porque precisava ir até o fim...

Morri ontem e vi meu corpo inerte,

querendo ainda ter vida, porém era algo inconteste...

Já dei o que tinha que dar,

agora só preciso  de um sentido achar,

para aqui continuar, antes de morrer.

Morri ontem quando ouvi uma frase que me decepcionou.

MOrri ontem quando você, minha vontade, me deixou.

Morri ontem quando num buraco me enterrou,

e tudo que aguentei se perdeu...

e tudo que conquistei, nada valeu!

Morri ontem antes da hora, antes de me programar...

O que valeu tanta vontade de la na frente chegar?

Morri ontem e nem percebi, continuei andando,

insistindo em coisas sem fundamentos,

em lembranças e ainda preso a alguns momentos,

que se foram e insistem repetir.

Morri ontem porque eu nao desisti

das coisas banais.

Morri ontem porque realmente não fui capaz

de entender  o que estava acontecendo,

o que mudava em mim, como um câncer

que finge ser saudável.

Como um sorriso que finge ser amável

e corta fundo...

Morri ontem e ontem mesmo percebi que tudo foi aos poucos,

não foi surpresa, nem delírios loucos!

Morri ontem e nem soube me despedir,

continuei errante, como uma alma a pedir...

por mais vida, por mais coisas que não me pertencem mais,

por isto morri ontem...

Morri ontem e hoje já quero ressuscitar,

novamente meu corpo fisico recuperar,

ter o privilégio de poder voltar

e novamente o que vale a pena tentar...

Morri ontem e hoje já estou vivo novamente,

assim é a vida, nunca acaba...

Assím é a vida se constrói e logo em seguida desaba.

Morri ontem e quem vai chorar por mim?

Eu mesmo e vai ser sempre assim...

Cada lágrima servirá para eu voltar,

cada lágrima me fará abrir os olhos novamente...

Morri ontem e já sou semente.

Morri ontem e hoje abri os olhos neste contínuo viver e morrer,

neste  indo e vindo que é se perceber...

VIVO

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 16h26
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SOU ASSIM

 

Esta tudo tão diferente

em minha alma e mente.

Está tudo tão igual

neste mundo cada vez mais virtual.

Vamos em frente!

Cada passo que dou repasso meu passado,

e assim construo uma escada...

Claro que preferia ser uma pessoa alada,

economizar as pernas e voar para meu destino.

Quanto desatino!

Nasceu sem asas e lhe deu inteligência,

não viva numa bolha de demência!

Não ignore, não disperdice, chega de disse-me-disse.

Pai seja a mãe que nunca foi,

mãe seja o pai que já se foi...

Tudo anda tão diferente que as vezes nem me reconheço.

As coisas mudam lá fora e aqui dentro me desconheço.

As línguas entortam de tanta repetição,

As verdades são impostas como solução...

Para que?

Para que tanta pressa, tanto remédio e palavras em vão?

Qual sentido há nisto tudo se o mesmo fim todos terão?

Rezo, peço, cada dia, cada vela, cada santo...

E minha fé, mesmo assim, cresce...

Sou assim, planta verde no quintal.

sou assim, com fome de vida, 

mesmo mastigando o amargo no final!

Sou assim, um nada que lutou para ser vazio,

ficar mais leve...

O que levo comigo afinal!?

Nada além do essencial.

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 09h36
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DESERTO

Falta-me fôlego para entender as mazelas.

Aquelas que vislumbro ao longe,

névoas secas e quentes que não me pertencem. 

Sinto sede.

Sinto frio e as dores me vencem.
Meu deserto é voce,  Amor perdido,
Que tanto falta me faz.
Um oásis escondido de mim.
Agua que não me sacia. Eu sabia!
Sempre soube que esta palavra amor, sinto-a, vazia!
Sem vontade, sem coragem,
sem aquela tão cantada magia.
É deserto sem fim.
Definho-me ate virar pó.
Virar areia.
Neste deserto que me norteia.
É amar um oasis que talvez nem exista.
Mato seco deixe-se levar pelo vento, insista!
 Role pela planície quente neste fim de mundo ausente!
Abraço sem braço, beijo sem boca,
olhar sem destino, um grito com voz rouca.
Deserto sem fim que até quem enfim queima dentro de mim.
Arde tudo para depois desaguar.
Fale tudo para depois se calar.
Guarde tudo para depois se soltar.
Perco-me no deserto que me cerca.
Cerco-me do deserto que me perco...

CARLOS o EDUARDO


Escrito por CARLOS às 17h44
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Lamento

 

 

Nem tudo parece ser perfeito.

Quando a verdade vem forte e bate no peito.

Tem hora que vale a pena dar um tempo

e esperar este tempo mostrar que não vale mais a pena

esperar qualquer tempo que seja,

para entender que o fácil é sempre mais disponível,

sempre mais a mão e nem sempre é o que trará a solução.

Os caminhos são tortos para que possamos caminhar mais,

para que possamos pensar nos desvios

e decidir nas encruzilhadas.

Por isso quando cansamos fazemos paradas,

longas ou  curtas.

Breves ou até eternas.

O que importa é ter paciência.

Rezar e acender umas velas.

Lamento, mas eu descobri uma coisa,

tem hora realmente que as coisas são óbvias demais

para serem discutidas.

Só não enxergam os cegos de cores,

os vazios de amores,

os covardes que fogem de si mesmos

e os que fingem viver uma vida sem dor...

Tudo dói, e ela  foi feita para isso.

Doer até não aguentar mais 

para que depois sejam abandonadas

e novas sensações brotadas e usadas...

Lamento dizer, que a hora da mudança chegou.

Quem disse que seria facil?

E saber a hora de desistir é fundamental.

Colocar no sentimento que morreu uma pá de cal.

Lamento...

Cansei de insistir e disto eu vou desistir.

Aliás, isto já aconteceu, só faltou este poema

para eu mesmo descobrir.

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 16h34
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MEU JARDIM

Duro é ver que nem tudo acontece conforme os planejamentos.

Ventos nos levam para outros cantos,

nos atropelam com força e nos levam para um longe...

tão longe...

e aí nos sobra começar de novo, mas nunca do zero,

nunca do lugar que tudo começou.

Quem sabe de mim e o que eu quero

sou eu, somente eu e ninguém mais!

Sou a minha própria luz e sei do que sou capaz!

Sofro calado, mas dentro de mim o grito soa alto.

Não quero solidão, nao quero sermão, 

só pulsação...

Enquanto vivo tudo é possível,

deixo o indefinido e inalcançavel para o invisível!

A dor física para mim é algo, de certa maneira, para mostrar vida.

Aquela que dói sem sangrar é  mais dificil de curar!

Vamos sorrir, vamos cantar, vamos brincar de viver,

as coisas assim ficam mais leves, suaves e passam rápidas.

Quero encontrar com meus sonhos

e não quero ficar sentado esperando!

Vou plantar uma roseira, vê-la brotar, colher a flor

e no vaso bota-la para enfeitar...

Quero cheira-la, admirá-la e continuar a sonhar...

Os sonhos são feitos, para mim, de flores bem coloridas.

Meu jardim é assim,

cheio de flores que eu mesmo plantei,

cheio de cores que eu mesmo botei,

cheio de tudo que eu mesmo colherei.

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 21h46
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AS COISAS

 

E as coisas vêm assim...

cheias de intenções,

imensamente desproporcionais,

acelerando corações,

dispersando emoções.

As coisas aparecem assim,

meio torta, meio querendo ser inteira.

inteiramente verdadeiras e logo em seguida

mentem como fossem bacterias sorrateiras.

As palavras  são assim,

desertas porém cheias de vontades

de serem preenchidas com proporções,

vivem dando conselhos e mudando de decisões,

as vezes para cá, outras se perdem por lá.

E por aí vão, querendo ser gente,

querendo ser exigente...

As vezes só querendo, aquele querer de sonho,

que não se materializa e vivem em poemas,

e vivem em dizeres vazios,

e se preenchem de vácuos herméticos,

toques sintéticos...

E tudo  aparece assim,

vago, sem sal, sem tempero,

se dizendo normal.

E passo meu tempo curando remendo,

E passo meus dias tentando práticas sadias,

E passo meu ontem, doido por um amanhã,

E passo, de copo em copo, embriagando o que passou,

avivando tudo aquilo que de alguma maneira me marcou.

E passo, de passo em passo, com longos passos, longe do meu passado...

E por aí eu passo, até encontrar meu compasso.

Não vou reclamar de nada!

As coisas são assim, meio pedra, meio tijolo,

meio cegueira, meio olhar,

meio inteiro, meio cortado,

meio vida e morte rondando!

Que venha sem surto,

sem susto,

sem aclamação.

Assim vou indo para o longe que de mim tanto se aproxima,

uma hora chega...

Estarei aqui preparado para o que der e vier!

Eis algo que assim sou e serei:

VIVO ENQUANTO ESTIVER VIVO,

não morrerei jamais de véspera...

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 16h58
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AS COISAS

 

E as coisas vêm assim...

cheias de intenções,

imensamente desproporcionais,

acelerando corações,

dispersando emoções.

As coisas aparecem assim,

meio torta, meio querendo ser inteira.

inteiramente verdadeiras e logo em seguida

mentem como fossem bacterias sorrateiras.

As palavras  são assim,

desertas porém cheias de vontades

de serem preenchidas com proporções,

vivem dando conselhos e mudando de decisões,

as vezes para cá, outras se perdem por lá.

E por aí vão, querendo ser gente,

querendo ser exigente...

As vezes só querendo, aquele querer de sonho,

que não se materializa e vivem em poemas,

e vivem em dizeres vazios,

e se preenchem de vácuos herméticos,

toques sintéticos...

E tudo  aparece assim,

vago, sem sal, sem tempero,

se dizendo normal.

E passo meu tempo curando remendo,

E passo meus dias tentando práticas sadias,

E passo meu ontem, doido por um amanhã,

E passo, de copo em copo, embriagando o que passou,

avivando tudo aquilo que de alguma maneira me marcou.

E passo, de passo em passo, com longos passos, longe do meu passado...

E por aí eu passo, até encontrar meu compasso.

Não vou reclamar de nada!

As coisas são assim, meio pedra, meio tijolo,

meio cegueira, meio olhar,

meio inteiro, meio cortado,

meio vida e morte rondando!

Que venha sem surto,

sem susto,

sem aclamação.

Assim vou indo para o longe que de mim tanto se aproxima,

uma hora chega...

Estarei aqui preparado para o que der e vier!

Eis algo que assim sou e serei:

VIVO ENQUANTO ESTIVER VIVO,

não morrei jamais de véspera...

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 16h58
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Eu sei!

Que dia é esse com tantas superações,

ter que cuidar, te que ouvir, ter que calar, ter que resistir

ao cansaço, a preocupação e a vontade de ficar num canto

absorto com o nada.

E quando você pensava, depois de tantos anos…

de luta,

de dor,

intensos,

com idas e vindas,

com paradas e idas,

com cá e lá,

com tudo que queria longe

se aproximar,

e o perto se afastar…

Que a vida iria acalmar

Que achava que ía descansar…

aproveitar um pouco de tudo  que lutei

para aqui estar!

Aí vem a sombra…

Cobrindo o sol, esfriando o calor,

me colocando num turbilhão.

ão ão ão…

Algo se apagou!

E vamos lá, tudo de novo.

abrir, fechar, ligar e desligar,

ouvir e falar, reclamar, pedir, implorar

desistir, dormir e recomeçar.

A vida é assim tudo de novo novamente

e o novo se faz em cima do antigamente…

Quem vai cuidar de mim?

Ah, preocupa não!

Tenho com quem deitar minha cabeça,

fechar os olhos e ouvir o coração…

Eu sei que ele pulsa por mim!

Quanta pretensão, fazer o que né?

Eu posso porque eu sei

que tudo que recebo é porque eu dei!

Eu posso porque eu dei,

tudo que eu tenho, o porquê, eu sei!

 

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 22h54
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SORTE?

Consciente de que tudo que vivi,

teve um objetivo,

mesmo sendo tão seletivo, 

me escondendo dos lados alternativos,

do estar, do perder, do querer e não poder,

do olhar e não ver, do sentir e nao se permitir,

de seguir uma direção pensando em outra,

de pedir e ninguém me ouvir...

Mesmo gritando...

Faziam ouvidos moucos,

e de tão roucos ficavam os sussuros,

aquelas que me confundiam,

dizendo isto ou aquilo,

implorando para eu tomar um outro rumo,

e eu insistia...

corria feito louco atrás de um canto...

E mesmo sendo ferido para morte,

sobrevivi sangrando com um enorme corte.

E fui cicatrizando conforme conquistava...

Tive sorte?

não acredito nisto, não tive esta "sorte"

de ganhar nada, de facil algo chegar em minhas mãos.

E foi assim de "não em não",

de portas fechadas e apertos no coração,

de profunda vontade de tudo passar

e passar logo,

e deixar de doer,

e ser um amanhã...

E foi assim, com tanta vontade de sorrir,

que aqui cheguei.

Não me julguem por nada que fiz

porque o que me mais pesa foi o que tanto quis

e não pude fazer...

Mas ainda me sinto pronto para ter

e esta mudança já esta acontecendo forte,

vigorosa e me levando para o lugar certo.

Não é sorte nem milagre,

muito menos aquilo virado pra lua...

Eu estou colhendo o que plantei...

simples assim!

Então fiz tudo certo e o que não fiz

é porque não tinha que ser...

não vou deixar nada para outra vida.

Quero tudo agora!

Vou trocar meus pneus com o carro andando.

Vou usar o retrovisor só para espiar o passado,

e seguir em frente acelerado!

Sou um ser totalmente consciente do que sou

porque sei o que fui...

Por que eu sei muito bem como tudo foi!

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 22h06
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TEM DIA...

 

Tem dia que caio na armadilha

que mesmo montei para mim.

E achava que era minha salvação.

Acordo com vontade de viver,

vou correr,

comer,

e depois quero muito adormecer...

e não consigo!

Tem dia que falo coisas tão inteligentes...

Mostro-me bem e que controlo bem minha mente.

Quem pode imaginar o quanto mente?

Tem dia que sinto saudade da dor,

daquele tempo que tudo era confuso, 

assim era melhor, porque a realidade dói,

a  verdade me destrói.

Prefiro essa névoa cinzenta que encobre tudo

e enxergo só o que me é cômodo.

Quem poderá julgar meu método de sobrevivência?

Tem dia, como hoje,  que tudo é meio modorrento,

tento me achar em algum momento,

e nada tem nexo nesse convexo que vivo,

até o sexo perdeu importância...

E algum dia teve?

Talvez usei-o como fuga de algo ...

Hoje eu sei qual!

Tem dia que vale por um ano,

tem ano que nem valeu um dia...

Você aí que me lê, sabe o que eu digo.

Passou por isto, por este dia decisivo,

que definiu tudo...

E ao mesmo tempo nada me definiiu.

Virei a sombra de um dia...

E um dia eu quis que tudo anoitecesse, virasse sonho,

e nunca mais amanhecesse!

Um dia será verdade esta vontade.

E que esse dia, O dia, venha sem avisar.

Prefiro assim, de supetão, nao quero ter consciencia

desse dia.

Um dia tudo será e nem quero saber porque...

Vivo assim, um dia depois do outro...

Obvio demais, não acham?

A vida é óbvia, oblíqua, obtusa e absoluta

em tudo que propõe.

Um dia tudo se esclarecerá!

 

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 00h51
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O OLHAR

 

- Por que me olhas assim?

Este ar de quem sabe mais do que eu,

este olhar que me indaga e desconfia,

que me cerca e me arrepia!

Por que me olhar assim?

O que recriminas, que duvidas têm?

Um olhar de repreensão,

uma faca que fura meu coração.

A quem tenta dominar com esse olhar

cheio de profusão?

 

- Penetro fundo na sua alma,

descubro seu mais recôndito segredo,

desperto o seu maior medo,

te deixo desorientado e perdido...

É para isto que vim ao mundo,

te tirar do seu centro,

te levar para as encruzilhadas

e neste momento,

não deixar nada você decidir.

Se posso te colocar indecisões, para que irei mostrar soluções?

Eu sou o seu maior perigo, sua fatalidade, seu lado omisso!

Sou o obscuro que te puxa para baixo!

O lado que te faz pensar no seu outro!

Sou o que mais deve temer!

Sou eu aquele que é o outro em você.

 

- Olhe-me com suavidade, preciso de um carinho,

um amor de verdade.

Não quero e nem vou enxergar a sua maldade.

Preciso suprir a carência que me invade.

Não quero saber de onde você veio,

se vai me fazer feliz ou me rasgar ao meio.

Preciso agora desse olhar,

preciso já do seu tocar...

Que seja minha desgraça,

que seja em mim a sua maior trapaça...

não importa, venha com este olhar e me devassa!

 

- Eu te avisei para que eu vim,

se você diz sim é porque esta preparado para o meu fim!

 

- Agora não tem volta, seu olhar meu seduziu.

Agora, depois vou querer mais, e mais e muito mais,

quero morrer nos seus braços,

quero vibrar, quero mergulhar bem fundo!

Aqui jaz um que sabia o porquê de não querer,

mas mesmo assim foi...

Mesmo assim foi feliz.

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 12h05
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A lágrima

Por que não chorar?

Quando ouço uma música e algo me faz lembrar,

quando lembro de você que foi embora,

quando olho para o relógio e vejo que passou a hora

de esquecer,

e olhar para futuro que tanto quero ter...

com você!

Por que não chorar?

Do que se foi e doeu tanto!

Do que ficou e nem mais faz sentido,

perdi o encanto!

Daquilo que queria e me decepcionei,

eu sei, só eu sei...

vivo repetindo isto e não me canso.

Por que não chorar?

Pelos erros que me fez até aqui chegar,

dos acertos que nem me lembro mais,

porque são as dores que deixam cicatrizes,

são as lagrimas que me fazem sangrar

e assim crescer,

e assim viver antes de morrer.

Por que não chorar?

ahh! cansei de me gastar...

cansei de querer algo que sei que não vou alcançar.

Que bom que te encontrei...

Novos ares, novos mares, horizontes a perseguir.

Vou seguir em frente enquanto existir fé.

vou devagar, lentamente, de pé em pé...

Foi você quem me fez assim.

A minha vontade de seguir em frente.

Foi assim que cheguei aqui.

(pausa para respirar)

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 23h57
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AGORA

As duras penas cisquei meu passado para trás.

Olho agora o passarinho no ninho preparando boas novas.

Vislumbro as nuvens brancas dançando no infinito azul.

OlhO o sinal vermelho e aperto o acelarador,

pronto pra ir,

pronto para qualquer coisa que quiser vir.

Agora eu almoço em pé,

olhando para o nada,

sem chamar a atenção. 

Agora eu não preciso mais das firulas,

nem vou ficar colecionando agruras.

Agora tudo faz sentido quando não peço mais explicação.

Ficou fácil entender aquela equação.

Agora o ontem foi a segundos atrás

e não aquele tempo que a poeira cobriu,

e não aquela memória que nunca dormiu.

Agora o que vale são as pequenas coisas,

sem precisar juntas várias para fazer um inteiro torto.

Agora quero pedaços que se soltam e largo no caminho.

Agora  desejo um bom papo com uma generosa taça de vinho.

Agora se faz urgente  não mais poluir minha mente,

com esquinas escuras, com bocas pintadas de amarguras,

com olhares cheios de censuras,  com vidas perdidas, com dores,

com dissabores, com coisas que vivem se imputando valores,

com mãos frias em dias frios, com a morte antes do alvorecer, com a falta de sorte...

Basta-me o agora e é agora que tem que ser.

Agora... Dá para ser amanhã? Hoje estou sem tempo de pensar no meu agora.

 

 CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 10h24
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O QUEM...

 

Você duvida, que a verdade realmente liberta?

Esta eterna escolha entre a palavra torta e a certa,

Esta constante rolha que não tampa nem liberta.

Esta intensa bolha que nem estoura nem aperta.

Uma onda permanente que invade, querendo se fazer presente,

tentando explicar o que já teve solução

e se finge esconder debaixo do tapete sujo a emoção.

Para que lembrar se tudo foi dolorido...

Por que esquecer se me fiz de condoído,

a vitima da situação?

Vou apelar para o incontrolável,

tomar um porre memorável,

e por aí me fazer de tonto,

nesse mundo feito de sujeitos sonsos...

Para que tantos dizeres, tanto fazeres  se tudo termina num ponto final?

As reticências são para dar continuidade, 

nessa dor que nem mais tem idade.

Fazer o que?

Nem sei o que dizer, sinceramente, não sei para quem dizer.

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 22h00
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Quem?

 

Quarto quente, dia escaldante,

pensamento na janela,

tudo acontece por ela...

Imagino um lugar longe,

a esquina, sei lá, um planeta qualquer...

Quem me quer, quem não me quer.

Como vai querer, como não vai querer...

Excludente ou includente?

Somar ou dividir?

Chorar ou rir...

Prefiro sempre ir

para meu lugar, meu canto, e me encanto,

minha satisfação em primeiro lugar.

Meu ar. Ah, meu ar !

Ninguém ouse tomar.

Não quero ouvir elogios e as criticas jogo no lixo.

De quem virá algo que valha a pena?

As vezes quem mais pensamos ser parceiro,

vira um mercador interesseiro,

em te usar para tirar,

em te tirar para usar...

A quem devo me curvar?

Ao espelho...

Só eu sei o quanto "ralei" para virar este velho!

Sofro mesmo, e daí!

Digam-me, quem veio nesta vida e nao sangrou?

Digam-me!!!

 

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 23h42
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TU

Tu, que tanto me devassa

com seus olhares de trapaça,

fingindo ser a minha salvação.

Tu, palavra que me assola,

verdade que me isola,

e me deixa sem ter ação.

Tu, coragem que me invade,

nem sei de onde vem essa vontade,

quero entender essa emoção...

Tu, lampejo de felicidade,

não conto mais minha idade,

e faço por mim uma oração...

...de agradecimento.

Tu, que nem pensa ao agir,

e me agrada e me faz rir,

porque não? 

... entregar-me totalmente.

Tu, saudade desvairada

dos tempos que estão por vir,

das horas e do meu porvir.

Imploro-te um segundo só a mais

nesta vida cheia de menos um...

menos dois, menos tudo, menos mil!

Tu, que me faz vivo e febril,

venha a mim suavemente,

deite ao meu lado docemente,

e que assim seja do jeito que tem que ser...

Tu, que és nesta minha historia?

Responda antes que eu o perca na minha memória,

antes que seja tarde para tudo acontecer.

Tu...

"Fundiu-se tudo em mim, virou uma pasta disforme,

sem nome, tudo desconforme, do jeito que me faz bem.

Não quero rostos, não quero datas, não quero endereço,

quero só algo que me faça inteiro,

eu mereço"

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 16h59
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"Estou aqui solidário a minha preguiça.

Ela insiste em me dominar

e eu nem vacilo em me entregar!"



Escrito por CARLOS às 16h02
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Defeitos


Será que tudo é tão assim,
Preto no branco, nuvem no azul,
Se vai pra cima é norte
Se vai pra baixo é sul? 

Será que o amor funciona assim,
Beijo na boca, eu e você ,
Tensão para saciar o tesão,
Vontade que faz disparar o coração? 

Será que vai acontecer sempre assim,
Nasci, vivi e morri,
Para quem acredita, renasci,
E volto para refazer tudo que não vivi?

Será que vai doer de novo assim,
Com o peito apertado, o andar baqueado,
A tristeza tomando conta e a luta que não cessa.
E eu cansado, achando que tudo é uma eterna pressa?

Será que tudo vai voltar ao normal?
Mas o que é ser normal numa vida tão louca,
Tão cheia de carnaval onde tudo termina em cinzas,
Tão vazia de razões onde nada parece o que é...
Bocas cheias de dentes te sorriem,
Falas cheias de verbos te corrigem,
Mãos cheias de dedos te afligem.
E essas coisas não te preenchem...
Será que tudo é assim mesmo?
Tenho duvidas, tenho sono, tenho medo,
E assim vou caminhando, 
atravessando pontes e em portas entrando!
Amando, apaixonando, misturando tintas,
Só peço aos meus que não me mintas...
Prefiro sempre a faca da verdade entrando,
Do que a falsa ideia que está tudo bem!
Sangro e sinto a dor mas saio satisfeito,
Será que este é meu maior defeito?

Carlos O Eduardo



Escrito por CARLOS às 13h51
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