DIA DO FILHO

 

Hoje saí pra almoçar com minha mãe.

Nada diferente do que fizemos várias vezes neste ano que passou

Conversamos sobre a vida, os que se foram e muito se falou

do que incomodava

do quanto ela me amava

(claro que não precisava dizer em palavras)

A maneira que ela me escutava e olhava

provava que tudo era verdade

até os pensamentos que calava!

Ela escolheu o prato e a bebida

E a dieta rigorosa foi totalmente esquecida.

Falou dos filhos, dos netos, do presente e também chorou

E por alguns segundos a tristeza lhe tomou...

E logo em seguida voltamos a falar de sonhos

E saber que enquanto vida houver pode-se construir o  possivel.

E assim voltou a ficar novamente animada.

E falou o que ela tanto queria fazer

E teve meus ouvidos atentos para ela poder dizer.

E eu, filho, tive o privilégio de saber de coisas só dela.

E ver com olhos de amor o quanto continua bela.

E poder constatar o quão forte continua ela...

Depois fomos ao cinema...

Deixei ela escolher o filme

conforme o seu gosto pelo tema.

E ouvi seus comentários como conversasse com os atores

Desvendando o que lhe traria angustias e dores

E ela comentar no auge da historia

 interrompendo para falar algo que surgiu na sua memória...

E não me perguntem o que ela pensou

No momento que o heroi o bandido matou.

Era minha mãe pensando com amor

e era mais importante falar naquele momento

do que prestar atenção no ator.

E depois que o filme terminou

saimos para tomar um chá

e ela estava lá...

Sentada, calada, olhando pro tempo.

Tranquila como merece estar um barco que tanto navegou...

De tudo isto, o que mais me marcou

foi quando lhe entreguei o presente e ela chorou...

Não perguntei o por quê 

afinal foi um abraço de amor...

Só tive tempo de dizer que não precisava fazer assim.

Nem por estar feliz queria lhe ver chorando

Por nada deste mundo queria lhe ver reclamando

principalmente dos que deveriam, no minimo, te respeitar.

E no final do dia eu pude lhe dizer...

Feliz dia das mães!

Para ela soou como um até logo,

afinal, passei todo ano que passou

estando presente e acompanhando sua vida

reconhecendo sua historia e sua lida.

Obrigado por ser minha mãe!

Quem ganhou um presente hoje fui eu...

Hoje na verdade, é dia do filho feliz!

 

CARLOS o EDUARDO.

 

 

 



Escrito por CARLOS às 22h33
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É FODA...

Vamos conversar...

FAlar um pouco de coisas, das coisas, minhas e suas.

Trocar um pouco de racionalidade e depois deixar as emoções nuas.

Quero te falar dos meus sonhos, dos lindos e dos medonhos.

Calar sobre os incômodos, exultar a conquista.

SAber o que fazer e não se perder de vista.

Deixar tudo que tiver que ser, acontecer

E saber que o tempo passa e cansa

e cada vez quero uma vida mansa.

Vamos falar de coisas profundas

Aquelas que se mergulha até ficar sem fôlego...

As limpas e as imundas

As que premedito cirurgicamente

As que deixo fluir magicamente.

Falar do céu, falar das dores fisicas e de alma.

Da fé que procuro.

Do buraco escuro.

Falar de ontem e fingir que tudo está bem...

E tudo realmente está muito bem, bem ...

Até demais!

Quero mais...

Falar das suas agruras sempre com muita ternura.

Afiar a faca da verdade e rasgar a sua (a minha) mentira

E não esquecer a pitada de ira...

Falar de tudo e ao mesmo tempo não entender nada

Enganar-se imaginando uma virada  nesta história estagnada.

Preciso muito disto tudo...

Ao mesmo tempo fico mudo!

Minha mente virou um divã

onde deito e divago silenciosamente

analiso a flor e a semente

Concluo e tomo a decisão.

Entre mim e a felicidade existe a razão!

E ela é foda...

Ela é f-o-d-a!

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 09h48
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Zé..

 

Você sabe como é, 

né zé?

Não adianta bater o pé!

Não confunda chá com café.

Nem tudo parece o que é!

Ponha na sua cabeça o que você quiser,

mas os fatos falam por si...

é ou não é?

Mas o que vem em palavras e rimas

as vezes não expressam a realidade

né zé?

Só não esqueça de uma coisa...

Venha o que vier

Nada do que é dito aqui

tem haver com algo do meu amigo zé.

Sentimentos e momentos

Ninguém entenderá como é...

Sou eu e o Zé...

Deixa de ser Mané!

Saudade de você muito...

Até!

 

 CARLOS o EDUARDO.



Escrito por CARLOS às 18h33
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Para Quem Partiu...

Depois de amanhã eu marquei um compromisso

Ainda estou em dúvida se para mim ainda quero isso

Estar nesse lugar e ouvir as ponderações...

Sou só ouvidos  e antes de ir faço minhas orações

Estou cheio de boas intenções!

e peço que tudo seja resolvido...

Esqueçam as mágoas cometidas e as palavras que foram ditas.

Relevem os esquecimentos e os maus momentos.

Deixemos de lado o nosso pior lado

A falta de paciência...

Só espero um pouco de coerência...

E tentaremos nos reconciliar

Respirar fundo, prender o ar.

E calar, deixar-se ouvir e no final rir...

Afinal temos que levar tudo com um pouco de ironia

a vida não pode ser levada só pela metade do dia.

Tem que ser inteira e de preferência ouvindo uma suave melodia.

Vou praticar toda minha calma,

falo isto de alma!

Não vou levar em consideração as desfeitas.

O que foi feito  de caso pensado!

Mesmo o quanto, tais atitudes , me deixou arrasado.

Vou engolir a vontade de te esbofetear

Uns bons palavrões poder te falar

Apontar o dedo no seu nariz e te acusar.

Vou esquecer tudo...

Só não abro mão de uma coisa...

Isto eu não posso deixar pra lá!

Mandar todos vocês para puta que pariu

E nem me importar com quem viu ou ouviu!

 

 CARLOS o EDUARDO.

 



Escrito por CARLOS às 15h48
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DOMINGO

 

Eu neste dia modorrento, indo e vindo

e nem saindo do lugar...

Domingo!

Ligo a televisão e ouço a voz do tédio

Este dia que podia ter inteiro e ele só vem médio...

Domingo!

Não tem circo, não tem festa, não tem show

e o sono é tudo que me resta.

Posso morrer hoje que ninguém sentirá falta

HOje não é dia de velório, só de ¨siesta¨.

Domingo...

Lento, sem vento, com sol sem praia

Sem nada para fazer ...

Vou viajar de novo

mudar os ares

mergulhar nos rios e mares.

Domingo que vem. Aguarde!

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 15h50
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VALEU A PENA!

 

E quem disse que valeu a pena?

As esquinas se perderam e portas ficaram pequenas...

E eu sorri para o espelho

E me assustei com o que vi!

Não sou mais o mesmo, ainda bem!

Mesmo achando que parece ser o mesmo novamente.

Quem cala consente!

Prefiro assim do que ser alguém que mente.

Não vou fugir da minha realidade fingindo ser alguém doente.

Sou tão sadio e tenho coragem de enfrentar o calor e o frio.

Mas a mente sente...

Ah como sente!

E choro caminhando para a forca

Tremo pensando na palavra tosca.

Mas vou em frente...

Se parar vem a chuva e a enchente

e me leva para o buraco mais fundo.

É para isto que estou neste mundo,

experimentar cada doce, cada amargo

vomitar cada pedaço , digerir cada  fardo.

Covarde não é meu nome, muito menos vou fugir...

Posso até em algum momento desistir,

mas recuo por opção, não por medo de dar uma solução.

Quem disse que seria fácil?

Prefiro assim, trombando com tudo e todos,

e chego lá...

Aliás, já cheguei

cheguei e agora cansei...

Deixa eu morrendo aqui em paz

(praia, sol, água de coco e eu aqui jaz)

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 21h11
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VOCÊ!

Quem irá me acolher na hora do doer?

Quem irá emprestar seu tempo para poder me perceber?

Quem terá a coragem de dizer palavras de amor e dar um carinho antes de eu adormecer?

Quem dirá que tudo vai dar certo , me acomodar nos braços e ajudar a resolver?

Quem irá me acompanhar nesta loucura que é viver?

Quem sorriu quando eu estava perdido, quem pegou na minha mão quando estava tudo doído?

Quem me dará o beijo de paixão e me acolherá em seu coracão?

Quem ficará ao meu lado, no meu centro, do meu dentro?

Quem estará perto na hora que eu acordar?

Quem me dirá palavras de conforto quando alguém eu perder?

Quem nunca esquecerá as coisas que eu gosto e estará pronto para se doar?

Quem irá me aconselhar e palavras duras no momento certo colocará?

Quem irá me amar incondicionalmente, sem pensar e sem pesar?

Quem saberá receber tudo que eu tenho para dar?

Quem vai com amor entender tanto querer?

A resposta é simples:

VOCÊ!

 

CARLOS o EDUARDO.



Escrito por CARLOS às 20h35
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Só (mente)

 

Não me sinto só, mesmo quando estou só.

Não me sinto só, mesmo quando ouço o silêncio.

Sozinho não estou, ando cheio de pensamentos

Abandonado por todos os meus momentos

de ontem, do agora e do depois.

Sinto-me bem assim,

falando o essencial e aprendendo a dizer sim...

pra mim!

Ando tão só e isto me faz muito bem.

É uma preparação para no futuro curtir uma solidão.

não anseio como algo prazeroso

mas é que a vida anda rapida e eu queria um tempo preguiçoso...

lento como o relógio para marcar uma hora

Queria estagnar meu pensamento neste agora,

onde tudo flui tão natural...

o vento, os dias, tudo anda normal.

Vou jogar o relógio da cozinha fora!

Ele marca o tempo com uma alta onda sonora,

que me incomoda!

E a mente roda

lentamente...

Não quero ouvir nada que me faça lembrar que tudo passa,

e sinto este marcar de tempo que me enlaça

e me faz perceber que nesta vida eu sou a caça

pronta para o abate

e não posso descansar nesse embate...

Estou só e mesmo assim tudo me preenche.

Falta tempo para pensar

falta tempo para organizar o que amanhã irei fazer

Tudo que conquistei tem um preço...

Hoje preciso lembrar o que esqueço.

E é por isto que estou só...

sozinho, somente eu e minha mente

Tantos ao meu redor e nem sei se tenho vizinho.

Cadê os cachorros deste lugar?

não latem mais?

E eu que pedi descanso e paz

ando me incomodando com tanto silêncio que faz...

Estou só...

E quem se incomoda com isto?

Calem a boca!

Cansei de ouvir este nada que tanto quer algo me dizer...

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 18h40
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SUPEREGO

 

Eu sou super.

Tenho uma consciência moral.

Que identifica o bem e o mal.

Sei punir, sei vigiar, sei entender

temperar com açúcar e o sal

achar tempero  ideal para melhor refeição.

E quem sair da linha ou errar de mão

coloco a culpa e enfio na prisão.

Saber agradar para ser aceito.

Entender o que é certo e o malfeito.

Ao mesmo tempo que sou o pai repressor

Sei aconselhar e aliviar uma dor.

Com imposição moral e palavras racionais

sei  colocar um remorso.

Não deixar sobressair os instintos animais.

Nesta luta entre tantos sentimentos

levados por fortes tempestades ou leves ventos.

A vontade de satisfazer o desejo

e equilibrar na vida o que ensejo.

Sobra o ego...

Que sob pressão,  cria ensiedade.

e assim, infelicidade!

E o superego?

Este quando nego, fica louco!

E o ID? 

Quando o inibo, vem a depressão.

Que familia louca existe nesta minha mente turbilhão.

Uma mistura de moral,  harmonia e devassidão.

Um luta constante de vários eus

todos tão meus.

 

CARLOS o EDUARDO.

 

 

 

 

 



Escrito por CARLOS às 22h40
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EGO

 

Estou com os pés bem no chão.

O real me faz enterrar a ilusão

Que posso tudo, que tudo é meu

Tenho que saber que também existe algo seu

Neste mundo que nos impõe satisfação.

Aprender a elaborar com dedicação

E esperar o momento certo para saborear.

Cada pedaço, cada virada do laço...

E sem sofrimento, e pouca dor, só aproveitando o momento.

Controlando, manipulando para no final, tomando!

Usufruindo tudo com um minimo de sofrimento.

Calculando cada passo, cada olhar, cada vontade.

Segurando a sede para beber o melhor cálice,

na melhor hora, no mais lindo fim de tarde...

Tentar tudo harmonizar

e deixar tudo e todos aproveitar!

é assim que no final quero chegar.

Moderando a dor

(que é inevitável em um viver )

Um moderador...

Eu sei o que eu quero ser!

 

CARLOS o EDUARDO

 

 



Escrito por CARLOS às 22h12
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ID

 

Deixo-me levar pela satisfação.

O prazer que possa axtasiar meu coração.

Sinto a vontade e sacio meu desejo.

O que simplesmente quero e aquilo que vejo.

É como sentir sede e beber água.

Sem me importar com o que é certo ou errado...

E me movimento, não quero ficar parado!

Ir ao encontro de minha realização

sem pensar muito ou achar uma razão.

Conquisto meu próximo degrau e detesto ouvir um não.

Tenho paixão pela vida, pulso para te-la plena.

Desisto por um momento, para logo em seguida armar uma nova cena

que me leve em frente.

E com isto sou exigente,

sou impulsivo, fico cego, irracional

nem falem comigo, sou antisocial.

Pelos meus desejos eu sou um egoísta

não tenho remorso, nesta onda sou um surfista

Meus instintos falam mais alto

E de encontro ao que eu quero

vou de salto em salto

Quero logo chegar.

Quero poder falar.

Que venham meus súditos.

Se vergarem aos meus desejos malditos.

os ditos e não ditos!

Quem quiser participar do banquete 

tragam o que for comer!

Porque aqui só quem pode se fartar

sou eu!

 

CARLOS o EDUARDO




Escrito por CARLOS às 21h45
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ANGÚSTIA

E se eu fizesse um exercício de esquecimento

E apagasse da minha linha de vida aquele momento.

E nada mais poderia ser creditado a partir dali

Nenhuma palavra, nenhuma promessa

nenhum sofrimento...

Nada além de eu mesmo recuando

vazando para o meu canto

e destruindo meu castelo do espanto.

E se pudesse transferir aquele ontem

para amanhã???

Teria 24 horas para pensar

de uma maneira coerente e sã,

o que deveria decidir e falar...

Eu acho que desistiria de ir.

Faltaria o compromisso e iria um filme assistir.

e você deixaria de existir

na minha vida.

Como seria viver sem essa agonia?

Acho que voaria mais longe

seria mais leve

alcançaria o meu breve.

Dificil dizer para si mesmo isto!

Mas, você se foi, porque eu te mandei embora.

Aquele dia fatal hoje não representa mais um minuto, sequer uma hora

do meu descansar, do meu viver, do meu suspirar...

Antes rasgava de dentro para fora

e sangrava sem eu conseguir estancar.

Agora ficou uma cicatriz dolorida

para eu não esquecer de nunca mais lhe dar guarida.

Só lhe resta este poema que selou o fim desse relação doentia.

Melhor sem você, pesada angústia

que era minha grande agonia..

 

CARLOS o eduardo.

 



Escrito por CARLOS às 20h54
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LAGRIMA(R)

 

Sei como é...

As vezes sonhamos e não conseguimos acordar.

E vamos por aí, como uma pipa no ar

conduzida por uma tênue linha 

Nas mãos que seriam suas ou minhas...

Que direção tomar?

Não sei dizer...

Vou chorar!

Um pouco de mar vou deixar fluir!

SAudade do mar...

Ah...Mar!

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 23h11
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Procrastinação

 

 

Adio a hora de chegar e de sair.

A hora de acordar e de dormir.

O encontro e até o desencontro

 O confronto e aquela ansiedade 

de fazer com que tudo esteja pronto.

Adio o olhar para dentro de mim

adio, até quando for possível o meu fim.

As palavras que imputo como verdadeiras

As mentiras que me chegam sorrateiras.

Adio a lágrima que tive que segurar

O sorriso que precisava derramar

As vontades que tenho e as que preciso esquecer.

A vida que sonhei e até hoje luto e almejo.

Adio o que me faz cegar e  o que vejo

As salivas que brotam por um desejo.

Adio os afazeres, os compromissos

os meus achados e os sumiços.

Adio a ligação que prometi fazer

a visita que devo a você,

a conversa séria para o ¨mal dito¨ poder resolver.

Só não posso adiar o respirar, o que beber e comer

(até o regime para emagrecer).

Adio tudo que considero sem importância.

Aquela ambição e a ganância.

Perdoem-me por adiar tudo e todos.

Estou em pausa para um novo ciclo retomar.

Tenho o direito de me esparramar

afinal, não foi para isto que tanto batalhei para alcançar?

Então ficamos assim:

Você não me liga e eu não te atendo.

Fique chateado não, eu te entendo...

 

carlos O eduardo.



Escrito por CARLOS às 11h22
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DÉFICIT DE ACEITAÇÃO

 

Um dia, num tempo que já passou,

eu estava sentado, olhando para mim mesmo,

e eu lembro que aquele menino chorou.

Sentia uma vontade de crescer

de não mais ouvir os gritos me entorpecer.

Queria sumir, ficar invisível, deixar de ser filho, ficar logo velho,

virar aquela imagem que refletia no espelho.

Sentia um desespero igual a um passarinho preso

que mesmo sendo alimentado, sentia fome,

que mesmo sendo acariciado, se sentia disforme,

sem forças para reagir, sem vontade de sair.

Como eu queria ter forças para poder fugir!

Mas a covardia que vinha da inocência e dependência

nao me deixava sair dalí...

Quem seria o herói que me salvaria?

Ah, isso iria demorar muito, até chegar os dias de hoje

(aí já outra história).

Eu queria entender em que momento

a sensação de abondono invadiu o meu ser.

Em que ato sublime de ausência me fez perceber

que estava sozinho neste mundo

e como eu deveria fazer para sair do buraco fundo

que enfiei o meu sentir, o meu viver, o meu medo de lembrar...

Precisava ser aceito em algum lapso de tempo que fosse,

mas tudo era tão confuso e sem sabor,

tudo era tão pouco e mesmo assim era tanta dor.

Busquei dentro e fora de mim uma razão,

que fossem de palavras ou só de coração,

que fosse em ao menos um átimo

para eu encontrar o meu ótimo.

Mas não, nada, ninguém, um vazio enorme

de gente querendo me encher...

Eram muitas ausências  e poucas aceitações,

muitas vontades acompanhadas de vários senões,

uma farta onda de gestos opacos e sem emoções.

E eu tive, sozinho, que achar o meu caminho.

Perdi-me nos desvios que não tinham placas indicativas

que pudessem me levar a algum lugar ou até arrumar jusitificativas.

E aonde mais precisava de um acalanto fui colocado de canto

Queria tanto um abraço, uma aceitação, um elogio

um algo qualquer que me livrasse daquele estio.

Quantas vezes eu pedi...

Implorei por um sorriso.

Nada adiantou, cresci e arranquei um ciso atrás de outro ciso.

Sangrei, tombos levei e até frio eu passei,

senti vontade de morrer e rapidamente queria crescer

para poder essa dor passar e poder viver

a minha vida do jeito que ela me fizesse bem...

Eu era aquela criança que queria as coisas perfeitas,

 que lutou mesmo depois de receber em retribuição muitas desfeitas.

Amadureceu e enterrou bem fundo aquele sentimento puro

para poder um dia gritar o quanto foi duro

curar toda aquela sensação de nunca ter sido aceito...

E ninguém dizia qual era o meu defeito.

Mas, deixe quieto, o que fizeram está feito.

Quero paz...

Deixem-me dormir o quanto puder

Deixem-me ser do jeito que eu quiser

Deixem-me preencher aquele déficit de aceitação

que tantos me deram ao dizer não, não e não...

Sobrevivi...

Foi para isto que eu vivi

para hoje poder dizer:

VIVA A VIDA QUE EU MESMO DEI PARA MIM!

 

CARLOS o EDUARDO.




Escrito por CARLOS às 23h50
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Cadê os Jovens *Savonarolas?

 

Seria a arrogância de se acharem eternos

ou a falta de uma causa para defender?

O que vejo por aí são muitos ainda indagando 

sobre o ¨ser ou não ser¨

porém, sem ter uma questão!

Cadê a indignação por uma causa

que seja certa ou falsa!

Onde está uma nova filosofia

a defesa por uma nova democracia?

No meio de tanto sangue novo onde foi parar a novidade?

Se julgam congelados nesta idade?

Procuro um jovem que seja ao menos um renovador

que construa um pensamento que crie uma nova cor,

um novo caminho que ajude, no minimo, amenizar uma dor.

Queria ouvir das bocas desses jovens uma rebeldia,

que saibam peitar essa mesmice do dia a dia.

Uma empolgação qualquer que demonstre ousadia,

que nos leve para um novo caminho.

Que construa uma nova idéia que não esteja empoeirada

na memória de escaninho.

Aquele jovem que tenha a coragem de abalar estruturas

modificar enraizadas culturas.

E que possa arrebatar seguidores

Com palavras envolventes 

gestos eloquentes

que não seja morno, escolha o frio ou o quente!

Procuro um Savonarola

que construa uma novo saber em uma nova escola.

Que não sejam covardes e se acomodem no que aí está...

Cadê os jovens deste novo século?

Acordem!

Antes que o velho se imponha como novo,

e tudo permaneça neste marasmo fétido...

Saiam do ovo!

 

CARLOS o EDUARDO

 

*http://www.infopedia.pt/$savonarola



Escrito por CARLOS às 18h20
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O DEGREDO*

Quanto tempo Hein?

Pensei que tinha ido embora de vez

Isto que dá ficar nessa de quem sabe, talvez!

Quem disse que tinha o direito de voltar?

Lembra que foi mandado embora, sem sequer um adeus eu dar?

Persistente você Hein?!

Vir assim, na calada do silêncio, depois que impus sua ausência,

No desterro decretado como forma de ter uma vida com descência...

E eu poder viver tranquilo, sem pensar no cheiro da sua demência.

Quão covarde és, aproveitando de minha distração.

A minha memória de um daqueles momentos, não foi uma convocação.

Não foi te chamando ¨de volta¨ e sim uma convicção,

que fiz certo ao te abandonar no momento em que se achava mais forte.

E que imaginava que tudo ja tinha dominado

Que tudo ja tinha envolvido e contaminado.

Que tudo fazia parte das suas razões

e nem mais vontade, coragem e emoções

em mim faziam parte...

Que supresa teve, quando ao acordar, se viu largado

no deserto mais quente e afastado

sem pai nem mãe,

sem força e sim pendurado numa forca

onde se debateu até sucumbir dessa sua vida porca...

Aí, sem mais nem menos, se achando e pensando ser bem recebido,

aparece do nada que foi encaminhado

para querer novamente o tudo que tanto tempo teve????

Rá rá rá...

Perdeste sua viagem...

Você, hoje, não tem mais a mínima capacidade 

de me tomar de assalto...

Volte de onde veio...

Senhora ansiedade!

 

CARLOS o EDUARDO.

 

(  deportação   degredo   desterro   exílio   banimento   degrado   ermo   isolamento   proscrição  relegação   solidão   expâtriação   abolição   extinção   ostracismo   ablegação   expatriação)



Escrito por CARLOS às 00h42
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MAIS UMA DOSE

tudo passou como uma ventania

Uma hora vira um dia...

E se foi e ao mesmo tempo se vem

E até hoje não sei por que e nem por quem!

E tudo que se pareceu distante se transformou em um instante.

E nem sei mais o que dizer...

Para que?

É difícil encarar a verdade?

Sentar no divã e desabafar...

E esperar um conselho, uma dica, um caminho...

Eu consigo me resolver tomando uma taça de vinho!

Estou com saudade de filosofar.

Encontrar novamente com um amigo de infância

e poder falar, até aquilo que tanto me fiz calar!

Estou preparado para o passado

porque vivo meu presente sem me sentir caçado

pelas presas do futuro.

Eu sei, eu juro! 

Que dentro de mim está tudo bem resolvido

o inteiro e o que foi moído.

O resto de tudo aquilo que foi lembrado e depois esquecido.

Dói, não vou negar, mas o que seria da cura sem um desagradável sentir,

o que seria do princípio se não houvesse um fim?

É isto, nada mais a declarar...

Sirva mais uma, eu mereço me embriagar!

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 23h42
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BUSCAS VAZIAS

 

As buscas que acabam no vazio:

O sexo que se faz por cio

As palavras que jogamos nas águas turbulentas de um rio.

As paixões que nos entregamos num dia

e no outro esquecemos 

e no outro e mais outro deixamos morrer

a nossa vontade de  novamente ter um novo querer.

 

Eu vou me despedir...

Como é difícil olhar no espelho e assumir

que as coisas boas passam

junto com as ruins que vivemos.

E fica a sensação de como nos arrastamos

para chegar até aqui...

E um sopro mais frio,

uma palavra torta, um olhar sombrio

faz  tudo novamente se repetir

e me joga no medo do ir...

Ir para o buraco que tanto tento fugir...

De onde veio isto?

Este medo de tudo e todos

Este medo de respirar

Este medo de morrer e andar por aí como um zumbi...

Deixo- me dominar pela platéia que fica a espreita...

Aguardando um passo em falso para me engolir.

E  como faço para não entrar nessa de perder tempo

com buscas vazias?

Alguém tem a resposta certa para me dizer?

¨Vazios são os olhos que se perdem no horizonte,

em busca da própria alma que se pôs por detrás daquele monte.

Vazios são os sonhos que ficaram somente na memória

e que não deixamos virar uma real historia¨

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 23h47
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MESMA LUA

Vamos nos encontrar debaixo da mesma lua

E iremos falar das minhas coisas e das suas.

Sentiremos vontade de nos beijar

e nada nos impedirá!

E o tempo não mais irá passar...

E debaixo da luz que irá emanar da mesma lua

caminharemos de mãos dadas por uma rua

qualquer delas que existir nesta cidade nua...

Procuraremos um canto e rezaremos para o mesmo santo.

Trocaremos confidências e nem um minuto  teremos de  medo.

E ao findar o dia, e a noite chegar, dormiremos tarde

e esqueceremos o quão o sol desperta cedo.

E tudo fará sentido neste mundo que não nos deixa parar...

E sei  como tudo isto irá acabar.

Como tudo que acontece por aí...

Só que saberei fazer a diferença

só por ter comigo a sua presença.

Valerá a pena ter arriscado

Valerá a pena naquele dia ter te beijado

E tudo na minha vida ter clareado.

E debaixo da mesma luz da lua de sempre.

Eu disse TE AMO!

E tudo mudou!

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 17h53
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A cura

Enfim estou curado
Voltei com a Vida ficar animado
Empurrei o que de ruim vier (se vier!) pra frente
Tirei esta ideia fixa que vive a me atormentar a mente!
Nāo tenho mais medo de tatear no escuro
E também resolvi deixar de ser indeciso. (eu juro!)
Desci do muro...
Eu tinha de um lado o que foi
Do outro o que será!
Equilibrava-me no agora como um onipresente
Vivia por aí como um ser ausente...
Nem frio nem quente 
Morno como o vômito que sai a força
Depois de um mal repentino
Depois do mal estar matutino.
E a cura veio e nāo foi tāo facil assim.
Precisei sofrer, chorar, sorrir e nāo me permitir morrer!
Muitos porres, análises e catarses...
E de decepçāo em decepçāo foi que achei meu chāo!
Sonhos e pesadelos, mentiras e verdades
Encontros e saudades
Bondades e maldades
Caricias e empurrões...
Meu Deus, quantos senões!
Prefiro fingir que nāo vejo as mazelas
As minhas e as alheias
As soltas e as enclausuradas nas minhas cadeias...
Aquelas onde tranquei as coisas que sāo feias!
Agora percebo o falso e o fingimento
E me divirto com isto!
Aprendi a contar até três
E que tudo deve ser feito de cada vez.
A cura é uma dádiva!
Quando morrer em minha lápide deverá estar escrito:
"Aqui jaz um homem que achou a sua cura. 
Nunca mais dor nenhuma sentirá. E para sempre assim será"
Mas prefiro ser cremado!
Ninguem merece um buraco eterno!
E ainda por cima vestido de Terno!
Ė! Realmente estou curado!
Sou Carlos, o Eduardo!



Escrito por CARLOS às 17h02
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Doppelgänger

Eu tenho dentro de mim,

um monstro ou ser fantástico

Ele tem o dom de representar o meu lado místico

O outro lado que pode ser espiritual ou meu lado animal.

Seria minha cópia idêntica  

A primeira vista passa como autêntica.

 Uma pessoa que me escolheu  e passa a acompanhar

cada passo, cada respirar.

Seria meu amigo intimo, aquele que só eu enxergo

Ele me imita em tudo como fossse a pessoa copiada,

A voz, o olhar e até forma da minha caminhada.

Inclusive minhas características internas mais profundas.

As mais limpas e as imundas.

É o meu ser duplo,  minha  réplica andante.

MInha vida ambulante que por aí vaga sem semblante.

Converso com meu outro lado e mesmo quando fica calado

Diz-me tudo que quero saber.

é meu fantasma de estimação.

Sou eu e meu outro bater de coração. 

Quando respiro ele me inspira.

Quando eu durmo, ele acorda.

Quando estou sem fome, ele se sacia

Quando sou razão, ele é só mania.

Quando eu morro, ele vive, forte e intenso.

Quando sou pequeno ele é imenso.

Eu sou ele quando ele deixa.

E eu deixo ele ser eu...

E assim vamos convivendo, um assustando o outro

um consumindo o outro...

O outro  instigando o seu eu...

Não consigo mais viver sem mim....

E eu sou um começo quando ele é o fim.

Quem sou eu, quem é ele?

A resposta está no espelho...

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 00h41
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GERAÇÃO HOJE

Sou da era do rock and roll

E  pensava saber tudo   que eu  era e sou.

Aprendi a me comunicar via orelhão

imagina o estrago que faço com um celular na mão!

Assistia meus filmes no preto e branco

a TV chiava e eu mesmo assim viajava

nas suas ondas metálicas, sem cor, 

e minha vida não parava...

O som era por fita cassete

hoje tudo está no ar...

digital,  hdtv, high definition...

Tão rápido que nem dá tempo de respirar.

Sou da geração que sabe valorizar a conquista.

Internet com toda tecnologia e sua extensa lista.

Iphone, Ipad, Imac ... Ai de quem não entender

Ai, de quem não conseguir acompanhar este viver...

Tudo rápido, que até o piscar agora ficou ultrapassado.

Megabiytes ficou no  passado, 

Agora se fala em TERAbytes e a parada está ficando nervosa...

E quanto mais nos dão, mais queremos ter.

Quanto mais rapido, mais cobramos,

quanto mais lento, menos acompanhamos.

Sou da geração privilegiada

que soube sair da maquina de datilografia

para virar um ¨gameMania!...

Nasci no ano do atraso e vou morrer na decada da maior magia.

Hoje sou um homem do meu momento.

Não sinto saudade de nada que passou

Só sinto vontade de aproveitar o que ainda não chegou.

E que venha rápido

senão eu durmo....

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 22h59
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AINDA HÁ TEMPO...

E as vezes as coisas óbvias

se tornam complicadas

por causa das  extensas palavras

que são explicadas...

mal faladas,

e até caladas!

Feridas não são cicatrizadas

com choros e lágrimas,

com beijos e farras.

Um gole, um trago, um sexo, um dia...

tudo perdido somente por causa da falta de adeus.

Quero de volta os sonhos que são meus.

Desapareceram na hora que assumi aquilo que não me pertencia.

Na hora que desviei meu caminho seguindo por sua via.

Quando eu acreditei que poderia conquistar o céu

e joguei fora a minha doce vontade com gosto de mel.

As vezes acreditamos no impossível e achamos ser real te-lo.

E o tempo passa e tudo que pensamos por anos e anos como correto

Não deu certo e terminamos sem teto.

Resta-nos seguir em frente e construir um novo querer.

Sei que uma hora, um dia, um segundo deste, vou morrer

mas não quero levar comigo a decepção, muito menos uma dor no coração.

Uma coisa é certa e tenho certeza.

Não faltará em meu rosto um sorriso tranquilo.

Não faltará a fé em mim mesmo.

Não serei um zumbi arrastando cheiros fétidos por esta vida.

Creiam que aqui está um homem feliz.

Mesmo ainda não conquistando tudo que eu quis.

Ainda há tempo... 

Mesmo tudo estando por um triz...

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 00h03
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Frágil

 

E ainda tento não trincar a frágil relação

que existe entre meu estar e o meu ir.

Fico aqui, parado, amortecendo os impactos

E faço isto com paciência e muitos sapos tenho que engolir.

As vezes vou para um lado e desisto do outro.

E assim as coisas fluem, e nem me perguntem como e porque!!!

É que tinha mesmo que ser...

Tento amenizar as palavras doídas,

me calar com as atitudes não percebidas,

fingir que não feriu a palavra omitida

esquecer das desfeitas e desditas.

Aceitar a solidão e não chama-la de maldita...

E tocar minha vida da maneira mais bendita:

Eu, meu amor, meu cachorro e os poemas

A poesia me alimenta e assim vou criando meus temas.

Escondo-me nos fonemas e tudo fica tão claro

e escancaro o sentimento...

Eu tento...Ah, como eu tento!

Trincou o cálice e o líquido vazou.

Não existe nada mais do que aquilo que se calou

O Cristal rachou, o algodão molhou.

E tudo perdido ficou.

 

CARLOS o EDUARDO.



Escrito por CARLOS às 11h42
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Notas...

 

Tudo anda meio lento

sem marolas e sem vento.

Estagnados na garagem da vida

Escondidos no porão de uma casa perdida.

Saio a procura da luz na escuridão

encontro um pouco de sorriso

e um pouco de razão,

para tudo novamente reviver,

para novamente tudo tentar compreender.

Sei o que disse e o que fiz

e quem quiser ouvir que sente e se acalme

Aproveite o que tenho a servir

e saibam que não existe almoço grátis.

Bondade se oferece de graça,

Mesmo que depois você vire caça

para saciar a fome dos que por seu caminho passam.

E quem disse que eu esqueci?

Só guardei na gaveta da memória

para um dia poder escrever uma nova história.

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 20h30
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LAMENTO

 

Lamento se achas que foi muito, o pouco que deu,

porém a vida se anda mesmo é para frente,

para os que pensam falar a verdade e ao mesmo tempo para os que consigo mesmos mentem.

Lamento se as horas faladas nada valeram para a compreensão, 

afinal quem manda mesmo no seu coração?

Lamento se valorizou demais as coisas miúdas

e foram deixadas de lado as palavras importantes que, por fim,  ficaram mudas.

Lamento se precisou de um gole, de uma alienação para fugir da realidade

que ronda o mundo que tentou construir em cima de uma fragilidade.

Lamento se acreditas em coisas tão rasas e sua fé seja construída em cima de dores...

Lamento dizer que muitas e muitas virão e sua maneira de agir só lhe trará solidão!

Lamento mas em momento algum irei pedir desculpas ou mais uma vez abrir a porta,

Estou num momento que o que mais importa

são as pessoas que eu realmente amo...

E olha que não ando pedindo tanta reciprocidade!

Afinal, sei conviver com a falsidade!

Bastaria só uma atitude afetuosa ou uma ação um pouco calorosa...

Nada demais além do que se faz com desconhecidos

Nada além que uma boa educação normal sugere.

Lamento se sua personalidade egoísta seja algo tão pobre

que não consiga fazer com que sejas minimamente nobre.

Lamento dizer mas seu destino será ficar só...

E não estou dizendo que não terá ao seu lado pessoas  e conhecidos,

até daqueles que tanto se fazem merecidos...

A pior solidão, lamento dizer, é aquela que construímos dentro de nós,

e não conseguimos encarar o espelho,

e aos poucos, nada de novo consegue mais substituir o velho.

Lamento mas vou dizer...

A melhor coisa que pode fazer para comigo é isto que já fez...

Um grande favor de se enterrar no poço que você mesmo cavou.

Tão fundo, que nem o obscuro eco de sua voz conseguirei ouvir...

Lamento, não por você, mas por aqueles que ainda não enxergaram

o quão raso é esse seu viver....

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 21h09
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Petrichor*

 

No primeiro dia do ano que começou eu chorei.

Ninguém percebeu e também para ninguém falei...

Para que, se além de mim, nada importa neste momento de introspecção!

Quem sente a dor são os meus ossos e o meu coração!

Abandonei no meio do caminho as coisas que prometi.

Só eu sei o que eu fiz e o que vi.

Ando sem vontade de dividir até um bocejo.

Entåo, eu chorei e só tive o testemunho do chão, 

que recebeu minhas lågrimas exalando o cheiro da solidão.

Não sei qual sentimento me fez expelir as águas quentes

que tem como  mina as distorçôes da minha mente.

Deixa rolar, limpar o chão e virar cachoeira,

deixa chegar no mar e em grandes ondas se transformar...

Deixa bater nas pedras e lamber as areias do mar.

Deixa destruir os castelos de areias que insisto em construir...

deixa tudo levar.

Somos intimos... Eu, minhas lágrimas e a mistura delas na terra da minha razâo...

Vou Petrichor(ar)...

E nada vai mudar!

 

CARLOS o EDUARDO

*Petrichor


É a palavra para “cheiro de chuva”. Mais especificamente o cheiro de chuva após ela atingir o solo seco.

 



Escrito por CARLOS às 23h27
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OS LOUCOS

Quem é capaz de explicar a loucura?

Como ela te faz perder o seu centro

e se achar num lugar bem dentro do seu dentro?

Preciso babar, preciso dizer o que eu sinto sem me explicar?

Enrolar a lógica, não saber me localizar numa ordem cronológica?

O louco sabe o que está fazendo,

quem não o entende é que está esquecendo

que neste mundo tão cheio de demências

não existem razões e sim algumas ausências.

Deixo de ser feliz,

Nem lembro o que tanto eu quis.

Largo-me na próxima esquina

e vivo em busca de uma sina.

Deixo de lado todos os meus lados

e assim me desvio por caminhos desequilibrados.

O louco sou eu ?

E todos aqueles que se enterraram numa vontade

de tentar realizar um sonho?

E pior, um sonho que não lhe pertence...

Só irá conseguir viver aquele que souber vencer...

Não me pergunte o que...

Nem eu saberei dizer!

Digmos que é algo tão sutil

que só quem saberá explicar mesmo

são os loucos que gritam aos berros

até se fazerem roucos...

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 22h52
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Tudo Sobre as portas

 

E as portas se abriram

E ao invés de aconchego, entrou um ar frio,

ao invés de calmaria, um cheiro de cio.

E as lamentações ficaram histéricas,

as memórias surgiram em formas esféricas

rolando por todo canto da sala,

abrindo o olhar que se cala.

e tudo virou ventania...

Vivo preso nesta minha ousada mania

de querer tudo adiantar...

Prefiro que tudo fique no seu devido lugar

amanhã só após amanhecer

e o ontem só depois que eu esquecer.

 

E as portas se fecharam,

e as coisas frias me gelaram,

as tristezas se acumularam,

e tudo ficou escuro, por tudo que é lado...

E eu aqui nu e calado,

fingindo que tudo está parado,

aguardando minha decisão,

Quanta empáfia, quanta falta de emoção,

e uso somente a razão

para entender o que de mim sobrou

de tantos "sins" e "nãos".

Talvez seja simplesmente uma despedida.

Você aí querendo me achar

e eu aqui, me escondendo de tudo,

querendo me encontrar.

Como combinar algo tão diferentes?

MInha vida e aquilo que acho que vivi...

Como sobrevivi?

 

E as portas foram trancadas.

Sobraram janelas escancaradas,

Pelo menos a luz do sol entrou,

tudo clareou,

Até a imaginação de acreditar que tudo vai dar certo

no final...

Ainda duvido.

Uma coisa eu tenho certeza.

Isso tudo irá passar, até o concreto irá se desmanchar

como um vapor se entregando ao ar.

Como um calor, se entregando ao suar

Como uma dor, se deixando entregar,

sucumbir ao ultimo arfar...

Só me resta dizer adeus.

Aos meus e aos seus...

 

As portas só servem para isto...

Melhor do que se enfiar num buraco

e achar que achou um lar.

 

CARLOS o EDUARDO.



Escrito por CARLOS às 22h37
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Tudo anda muito sutil...

Saio de zero a mil

e chego a lugar nenhum...

Queria parar um pouco,

sair para dançar...

Valorizar um pouco o meu estar

feliz!

Vou escrever isto num quadro de giz

assim fica fácil, depois de usar, apagar...

Assim, poder novamente renovar o próximo dia...

este dia de hoje.

O que vale a pena!

 

Carlos o Eduardo

 



Escrito por CARLOS às 23h23
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JARDIM

Vou cuidar do meu jardim,

molhar minhas plantas, admirar minhas flores

encher meu quintal de cores.

Colher o fruto vermelho, arrancar as folhas secas.

semear um futuro colorir.

Deixar tudo verde sob o céu azul

e fazer do branco o fundo da obra de arte que quero criar.

Deixar o meu jardim assim, leve como o ar,

puro como a àgua que uso para molhar.

Vou cuidar do meu jardim,

fazer dele um canto só para mim... 

(Do Duardin)



Escrito por CARLOS às 12h08
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QUE SEJA

O QUE QUEREM DE MIM?

SORRISO FALSO, PACIÊNCIA SIMULADA?

FINGIR QUE A VIDA CONTINUA DO MESMO JEITO,

MESMO DEPOIS DE ENTENDER O QUÃO ELA FOI ERRADA?

DEVERIA TER DITO NAQUELA HORA, NA CARA, NA LATA,

O QUE SENTIA E O QUE OUVIA DE ERRADO.

MAS FUI DEIXANDO ASSIM, AO SOM DA BRISA,

SEM FAZER MAROLAS....

COMO SE TUDO FOSSE SE RESOLVER NUM PASSE DE MÁGICA,

SEM DOR, SEM O MOMENTO DO CONFRONTO.

AS COISAS NÃO PODEM FICAR ASSIM,

MEIO SÓBRIO MEIO TONTO...

E EU FIZ, CHOREI, DE MAL FIQUEI,

DEIXEI A VERDADE FUGIR.

FINGI QUE TUDO ERA UMA FASE,

E QUE UM DIA TUDO SE RESOLVERIA,

ATÉ AQUILO QUE FICOU SEM SOLUÇÃO.

HOJE NÃO DÁ MAIS PARA FINGIR QUE TUDO PASSOU...

É QUE NA REALIDADE, PASSOU PARA MIM,

SÓ QUE AS COISAS SE REPETEM,

O EGOÍSMO, A DESFEITA, A FALTA DE ATENÇÃO,

COMO SE FOSSE UM PESO DIZER A SUA RAZÃO.

E TENHO A SENSAÇÃO DE ME AFOGAR NUM PÂNTANO,

CHEIO DE MENTIRAS E FESTAS INACABADAS.

PERDI A PACIÊNCIA.

QUEM SOFRE QUE SAIBA GRITAR,

QUEM SE ESCONDE QUE SAIBA SE ACHAR.

QUEM ACHA ALGO, QUE APRENDA A TER CERTEZA.

SÓ NÃO ME PEÇAM SOLIDARIEDADE

QUANDO OFERECEM PIADAS PARA MOSTRAR A MALDADE,

QUANDO SE FAZEM DE SUPERIOR

QUANDO NA VERDADE DEVEM MUITO...

NADA IREI FAZER ALÉM DO MEU AFASTAMENTO.

NA VERDADE FIQUEI AQUI PARADO,

QUEM FOI EMBORA LEVOU CONSIGO O DESCONTENTAMENTO,

DE NÃO MAIS TER AO LADO ALGUÉM QUE DEIXAVA A PALAVRA AO RELENTO,

E ACREDITAVA QUE TUDO ERA SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO.

DE TUDO QUE DISSE ATÉ HOJE, FICA A MINHA MAIOR VERDADE

NÃO TENHO MAIS A MÍNIMA CAPACIDADE

DE ACREDITAR QUE TUDO IRÁ SE RESOLVER.

DEIXA O TEMPO SECAR.

EU ENTREI NO MEU CASULO E ESTOU FELIZ ASSIM...

QUE SEJA ATÉ O FIM...

O MEU FIM!

 

carlos O eduardo

 



Escrito por CARLOS às 18h32
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Vou?


Quanto tempo terei que suportar tanta dor e saudade?
Foi esta pergunta que me fiz logo após ...
Logo que me toquei que era para sempre e eterna a intensidade,
Daquilo que sentia e ficou marcado indelevelmente na minha alma
Na minha mente...
Como dizer adeus para isto tāo presente,
Se durmo, sonho,
Se acordo te vejo nas esquinas,
Se me escondo e te acho em meus escombros.
Ouço sua voz me chamando,
E meu choro ecoa implorando,
E estou a um passo de enlouquecer...
Só quero uma única coisa: você!
Porque, porque e porque?
Aonde está você?
Como eu vou fazer para sem você poder viver?
Quando irei realmente me despedir e esquecer?
Sem me despedaçar e viver de fragmentos de um só perceber ...
De um só momento que eternizei 
De um querer que não cabe em mim...
Como farei para sair do luto que me dediquei,
Como encontrar uma razāo para continuar respirando?
Tudo me lembra e toda lembrança me trás dor...
Näo consigo separar os bons momentos da saudade ,
Muito menos esquecer que tudo passou e o para sempre 
É o que sobrou!
Eu juro que tudo irá se resolver, um dia, uma hora..
Eu vou...
Mesmo que venha com demora...
Dizer um adeus e nāo Mais chorar...
Acredite...
Eu vou!

Carlos o Eduardo



Escrito por CARLOS às 23h53
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É simples assim...

As coisas ficam mais fáceis

os pensamentos e decisões mais ágeis

quando simplificamos o fácil

e esquecemos o quão dificil é tentar, todo dia, matar um leão!

É simples quando abrimos a porta e deixamos o vento entrar,

arejar os cantos, despejar sobre o mofo, sobre as teias que se criaram no teto,

um ar novo e tudo voltar a ficar tranquilo, quieto...

É simples quando deixamos coisas pesadas passarem,

mas também não precisa segurar o choro e deixar de dizer o que sente,

tudo se complica quando escondemos o nosso lado mais ausente,

aquele que nem mesmo conseguimos entender,

mesmo aquele que sabemos o que é, mas preferimos tratá-lo como algo demente...

Aquele que não deve ser pronunciado...

E por isto nos encurralamos num canto e tudo fica calado,

até o pior e melhor do meu lado, do seu lado, daquele lado...

É simples assim...

Você me diz o que quer, e eu digo se quero,

e se disser que sim, você sorri e me beija.

E se você me beijar, em seguida vamos nos amar.

E se depois de nos amar, você quiser ficar,

basta pegar na minha mão

e juntos seguirmos nosso caminho,

até a proxima encruzilhada,

onde decidiremos se iremos em frente

ou um de nós ficará na próxima parada...

É simples quando as coisas são ditas,

mesmo as mais feias e malditas.

Tudo fica mais claro quando se coloca luz na palavra

Tudo fica mais intenso, quando se coloca saliva na boca seca, que destrava.

Tudo é tão simples quando se deixa de lado os "senões"

E o "talvez" fica para outra vez,

E o "quem sabe" melhor nem saber.

E simplesmente eu fecho os olhos e espero.

Tudo que puder ter para ser feliz, eu quero.

E quero do seu lado, e para sempre terá que ser,

assim espero!

Simples assim!

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 22h44
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minha sina


 

Sobraram as fotos tiradas no verão que passou
pregadas no quadro, cercadas por īmas em forma de coração,
virou uma paisagem cansada que desbotou
e nenhuma mensagem me passa, virou um braço sem mão.
Só me resta abandonar o passado antes que só viva dele
Só me resta achar a lembrança que ira me acompanhar
e selecionar a melhor parte para poder ter força para tudo enfrentar:
aquele medo, aquela dor, aquela fome de ter sede de vida,
aquela vontade que vai e some, aquela historia que ficou desaparecida.
Tudo aquilo que não quero mais sentir
e esquecer as coisas que me fez mentir
e fugir...
De dentro de mim soam as verdades que foram escondidas
sai o pus que que me fez apodrecer com as  despedidas,
tão fingidas, tão presentes que transmutaram em novas caras,
novas verdades que se faziam passar por certas
e eram todas fantasias de uma coisa só,
se esconderam para não mostrar o que realmente eram...
A mesma coisa de sempre querendo ser coisa nova
O mesmo sorriso falso, querendo ser atencioso
a mesma promessa de amor, querendo ser única
a mesma palavra encaixada, que satisfaz uma carência.
o mesmo tudo de novo, para tentar ser o novo.
E eu no meu padrão repito a mesma fase e acho que estou seguindo em frente.
Antes de tudo, da promessa ser feita, da coisa ser realmente inovadora,
antes que eu me acalme, e me aconchegue e ate morra...
Preciso mudar e não é de endereço, ou de emprego.
Tenho que tirar de mim essa coisa gosmenta que me invade
e me faz acreditar que tudo eu sei e em mim cabe.
Não posso nem vou mais me deixar e seduzir por um ninho alheio,
quero meu canto e tudo que posso ter como meu encanto,
sem depender de uma presença ou uma escora de algum escombro,
quero ser o meu centro e não ficar  me apoiando em qualquer ombro.
Preciso me achar nessa confusão que arrumei para mim...
Preciso amar, assim, simplesmente assim...
Amar algo que seja verdadeiro, puro e sem reticências.
O fim de tudo esta próximo, sinto isto perto de mim
Quero matar, velar, enterrar e encomendar a missa de sétimo dia,
seguir minha vida por uma nova via.
Despertar-me deste sonho que me prendi e acreditei ser minha salvação.
Sei que não será fácil, mas estou dando o primeiro passo.
Começo desatando aquele laço
que me amarrei lá trás, longe de tudo que era real.
Chega de me fazer tanto mal...
Agora não tem mais jeito, mesmo sendo um produto que nasceu com defeito
vou em frente antes que tudo desabe.
Fazer o que... nasci para renascer
e tudo irei superar, até o que não tem mais como ser refeito.
Minha sina e ser feliz
doa o que doer e a quem doer...

carlos o eduardo

 



Escrito por CARLOS às 00h34
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 DO ano UM AO VINTE UM

NASCEU ANTES DA HORA

PORQUE ESSE NEGÓCIO DE ESPERAR NÃO É COM ELE!

SEMPRE TÃO CARINHOSO

MAS TINHA QUE SER, FILHO ÚNICO É ASSIM,

FICA MANHOSO!

QUEM O CONHECE SABE O QUE ESTOU DIZENDO.

UM RAPAZ TRANQUILO E TUDO VIVE ESQUECENDO.

PERDE CHAVE, PERDE CARTEIRA, PERDE CELULAR

SÓ NÃO PERDE A CABEÇA PORQUE ELA NÃO ESTÁ SOLTA NO AR.

SÓ NÃO PERDE O CARÁTER E A BONDADE PORQUE TEM "BERÇO" E DE ONDE  SE ESPELHAR!

QUANDO É AMIGO É FIEL,

MAS NÃO VENHA VACILAR, QUE ELE É CRUEL!

ELE PODE CONTAR COMIGO PARA CONVERSAR

E EU COM ELE PARA EU ME MELHORAR.

NÃO TEM NAMORADA PORQUE NÃO QUER,

MAS FELIZARDA DAQUELA QUE CONQUISTÁ-LO SOUBER.

SOU SUSPEITO DE FALAR E ELOGIAR

MAS, PODEM CONFIAR,

ESSE MEU FILHO É DE OURO!

NEM VOU FICAR AQUI ENUMERANDO QUALIDADES,

SÓ SEI QUE SOU UM HOMEM FELIZ

POR TÊ-LO COMIGO E PODER CONTAR SUA IDADES,

DO UM AO VINTE E UM,

FORAM DIAS DE MUITAS FELICIDADES!

O QUE POSSO DIZER NESTE DIA QUE FAZ MAIS UM?

NADA DO QUE JÁ TENHA DITO PORÉM, NUNCA É DEMAIS

DIZER QUE TE AMO E DESEJAR-LHE MUITA PAZ!!!

FELIZ ANIVERSÁRIO MEU FILHO QUERIDO!

IGOR MORAES

CARLOS (o pai) EDUARDO

(05/11/2011)



Escrito por CARLOS às 16h22
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MORTOS E VIVOS

AOS MORTOS O ADEUS

AOS VIVOS SENTIMENTOS TÃO MEUS.

AOS MORTOS DEIXO MINHA DOR

AOS VIVOS TODO MEU AMOR

AOS MORTOS UM OLHAR AO CÉU

AOS VIVOS UM FAVO DE MEL

PARA ADOÇAR A VIDA

PARA DEIXAR A PAZ FLUIR.

AOS MORTOS, DEIXAR IR.

AOS VIVOS O MEU PORVIR.

ENTERREM OS MORTOS ANTES QUE ELES TE MOSTREM

QUANTOS VIVOS ESTÃO SEDENTOS EM TE  MATAR...

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 21h22
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Os dois lados

Qual o lado certo?
O meu eu olhando de dentro
Ou o seu, de fora, tentando ver o que acontece dentro de mim?
Qual seria o acerto de tantos erros que impôs como certos?
Incertos são as palavras e os sentimentos quando vivem das verdades de superfície.
Boiando e de deixando levar
Como uma merda que todos querem se livrar. 
O lado direito e o obscuro
Lutando com o esquerdo denso e duro. 
Qual sinceridade se pode dar validade?
Aquela dita com um amor de palavras bonitas? Ou aquelas que saem como quem vomitas ?
Eu acredito no fedor da sinceridade que corta e sangra do que aquela que ameniza o corte fatal! 
Antes algo sem decisão do que acreditar naquilo que se impõe como normal.
Hoje vou quebrar o copo, rasgar a roupa e sangrar no solo. 
Ser o louco que soube mostrar o que sente...
Assim evito o remédio que me torna demente
Assim não vivo do jeito que todos querem, como um ausente...
De mim!
Chutei a porta e surpreendi todos conspirando contra mim
E não deixei barato!
Agora a coisa será assim:
Não contem mais comigo, virei um relapso!
Falto casamento e nem quero saber de trabalho !
Descobri que começou a contagem regressiva e não mais cabe em mim nenhuma atitude repressiva. 
Quando eu marcar uma hora pra chegar, 
Esqueçam!
Vou entrar pela porta dos fundos e quando sair pro meu
Mundo, todos acharão que acabei de entrar.
O meu lado agora não tem mais nada alem de eu sendo alguém que se foi. 

Carlos o Eduardo



Escrito por CARLOS às 21h55
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DESAPEGO

 

Larguei sobre a mesa a ilusão que tinha de um amor.

Esqueci na gaveta aquela vontade de ser feliz.

Vendi meu carro, doei minha melhor roupa.

Prefiro a nudez da vontade.

Perdi o papel que anotei seu telefone

e nem sequer mais lembro do seu nome.

Não visito mais o túmulo do ente que partiu.

Nem tenho mais raiva ou vontade de mandar tudo para puta que pariu.

Não sonho mais com seus beijos.

Não tenho mais vontade de dirigir ao seu encontro.

Guardei as fotos, tirei do meu painel de memórias os seus bilhetes,

alguns até diziam "eu te amo"...

Os presentes que trocamos perderam o encanto.

A data que sempre lembrava do nosso encontro

se perdeu no momento que disse adeus!

Aí, veio uma música que dizia assim:

"quando eu estiver triste, simplesmente me abrace"

E senti uma falta "danada" de voltar a ser feliz...

A tranquilidade de saber que tudo está bem,

mesmo que o caos esteja ao redor...

Preciso que alguém me abrace...

E diga-me que tudo ficará bem!

Abandonei a minha melhor vontade

esperando um pequeno gesto de caridade,

de doação

de um sentimento sequer que venha do coração.

Pois é...

Do mesmo jeito que eu chego eu desapego...

Fica mais fácil assim

quando não uso ponto final, muito menos digo FIM.

 

CARLOS o EDUARDO.



Escrito por CARLOS às 11h56
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Aqui estou

 

 Além de tudo que foi me dado

penso naquilo que ainda está inacabado.

Duvido sempre que tudo vai dar certo ao final,

afinal, o caos reina neste planeta

e não temos controle de nada.

Uns dizem que é o capeta,

outros que estamos amarrados a um destino

e nada podemos fazer do que atuar, 

seguir o roteiro que foi traçado desde menino.

As vezes cansa, as coisas ficam "meio" sem razão de ser

...ou não ser?

Tanta correria e tudo se encerra no mesmo lugar,

tanta pasmaceira e tudo inicia no mesmo altar,

sem vela, sem reza, só a crua verdade nos espera.

Sonho e acordo cansado

e o que me consola é que sei que sou amado.

Coitado daquele que não tem esta certeza.

Sou o que sou porque aprendi a ser uma máquina de moer sentimentos.

Vivo o dia e aproveito cada momento.

Não sou mais saudosista,

cansei das músicas dos anos 80,

quero coisa nova, que hoje se inventa.

Vou dormir, descansar

porque a eternidade me aguarda.

Como é chato, sentir fome, sentir sede, sentir tesão,

e achar todo dia uma razão.

Prefiro assim...

melhor do que estou, só vivendo como alma...

Calma, essa verdade me acalma.

Calma, tudo tem sua hora, mesmo quando o relógio para,

mesmo quando olho no espelho e não tenho uma "cara".

Aqui estou...reclamando?

Nâo, longe disto...

Só me amando,

um pouco!

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 20h21
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EU LÁ, EU CÁ!!! 

É de noite, é de dia,

as vezes o verso outro o reverso.

Sinto-me feliz e logo em seguida o inverso...

Mas como ser diferente se tudo as vezes é tão claro

e em seguida uma tempestade escura faz com que eu pare,

pense e tente esquecer..

Lamento o que não tenho e abondono o que conquistei...

As vezes sei, outra nem sei se realmente sei.

Aonde foi parar aquela alegria?

A resposta está no meu amor...

NO meu canto onde vou dormir

na pessoa que amo e que me faz sorrir.

E é quicando nos quatro cantos que vou seguindo...

A vida é assim não é?

As vezes em cima, outra embaixo.

As vezes separado, outra me encaixo.

E eu que pensava que o meu sonho seria realizado,

até promessa eu fiz...

Agora percebi que tudo que eu quis

escrevi num quadro negro com um lápiz de giz...

Fácil se apagou...

E outro sonho tenho que tentar construir...

Aprendi que tenho que viver com uma razão

e dela eu faço com coração...

Tenho você, tenho saúde, tenho meu lar

tenho uma vida e um estoque enorme de ar

para poder respirar...

Hoje estou tranquilo, amanhã não sei...

Para que saber?

Vou é dormir, está chegando meia-noite.

Prefiro quicar nos quatro cantos

do que estagnar e chorar aos prantos...

Não tenho problema de sentir tudo em tão pouco tempo...

Estou vivo, isto basta...

Morto não tem razão para se apegar a essas coisas mundanas.

Então infelizmente sou um feliz que chora e sou um infeliz que mente...

E vou levando!

É melhor assim do que  me entregar.

As coisas andam meio perdidas dentro de mim...

Melhor assim,

pelo menos tenho o que fazer.

Procurar-me até que em algum momento eu chegue a um fim.

 

CARLOS o Eduardo.



Escrito por CARLOS às 23h50
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PENSA QUE É FÁCIL?

 

Todo dia com o mesmo pensamento.

o mesmo medo de viver,

como se a vida fosse feita para tudo ser perfeito.

Como ninguém adoecesse, morresse, sucumbisse e perdesse.

Como se vivêssemos num paraíso onde tudo  é para dar certo,

e problemas são coisas do diabo,

quando o choro não é uma coisa normal,

e as coisas foram criadas para não ter um começo, meio e fim...

enfim...

Quero mesmo é saber encarar tudo " de boa"...

e nao ficar achando isto ou aquilo,

E embarcar em qualquer furada canoa...

saber a hora de dar o começo e fazer com que as coisas aconteçam...

Nunca desistir, apesar dos intempéries...

Nunca fugir, apesar dos erros em série.

Não vou tomar nada para me anestesiar

a vida já é uma coisa louca para ficar construindo ilusões.

Vou sonhar sim, porém, sabendo que nem todos os sonhos serão realizados

e que sim, o pesadelo as vezes se faz presente.

Mas para que se vive não é?

Quem não sabe como é, não sente...

...que é melhor viver muito e passar por tudo

de bom ou ruim que vier,

do que não ter tempo para nem ao menos amadurecer...

O que seria do amor sem as frustrações.

O queria seria do sorriso se não fosse a dor para lapidar.

O que seria da coragem de apostar na vida se não fosse o frio na barriga.

O que seria da morte se antes, a vida não fosse realmente  uma forte e interessante sensação...

Ouvir o próprio pulsar do coração...

O bom de tudo isto é saber encarar tudo

e saber levar as coisas como elas realmente são...

coisas...

O que vale mesmo é o sorriso.

Por isto ando dormindo tão bem!

e então? vamos parar um pouco para aproveitar...

Quem quiser vir, vem...

Quem não quiser que curta um sofrimento aí...

Ele também pode virar um belo poema.

Pensa que é fácil?

Pois é, não é...

 

CARLOS o EDUARDO.



Escrito por CARLOS às 17h09
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O MEDO

 

Quem tem medo do incerto?

O que será do amanhã se tudo pode acontecer

até aquilo que mais temo, mas não quero perto???

O medo de não ser feliz sem entender como é que se diz

a palavra certa para a hora certa.

O medo de tudo desmoronar e perder aquilo que nem ainda conquistei.

Medo de morrer, ou pior, continuar a viver, covivendo com a sombra da morte.

Medo de em nada apostar e se achar com falta de sorte.

Do que tenho medo mesmo?

De virar a esquina e não te encontrar...

De acordar de manhã e não conseguir respirar.

De perder meu emprego ou mesmo de olhos abertos virar um cego...

De acreditar em tudo e todos e ser traído pela minha fé...

De amar loucamente alguém e descobrir que tudo pode virar pó...

De levar um susto, de minha cabeça dar um curto

e nada se aproveitar...

DE me perder ou perder quem devo achar...

De procurar por algo que nem sei onde está...

DE não saber aproveitar o que já conquistei

e sonhar, sonhar e transformar tudo num eterno pesadelo.

De chorar por um nada e fazer da minha vida um tormento 

e me fechar num buraco e só o eco do meu desespero ouvir...

De desistir e não mais saber admirar as dádivas que já me foram dadas.

De esquecer os meus santos, minha fé e andar por aí, a pé...

sem nada para encontrar, sem nenhum lugar para chegar...

Qual o maior medo que tenho dentro de mim???

Do fim...

Do recomeço...

Do amanhã antes de passar por hoje.

Do perder...

O pior medo é aquele que inventamos para nós

e que não existe em um lugar concreto,

que não tem nome,

não tem cor,

não tem dia, nem hora...

Um monstro etéreo que criei para me aterrorizar...

E  nem mais rezo e mais nada eu prezo

além do horror que alimentei e que virou uma vida de arremedo.

Meu medo me conquistou...

E dele arranco minha coragem,

e faço dela uma miragem...

 E o medo se fez verdade!

 

Senta aqui do meu lado, vamos conversar,

diga para mim o que queres de mim...

EStou entregue e a disposição...

Quando não tiver mais força nem para implorar...

Arrasto-me para o vão mais próximo e me escondo,

até o frio passar...

Até este medo descobrir que de mim nada mais pode arrancar.

 

CARLOS o EDUARDO.



Escrito por CARLOS às 18h42
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ESSE TIPO!

Acho engraçado esse tipo de gente,

que escreve, fala e se veste na moda

vive dizendo que está tudo bem, tudo zen,

e quando baixa a noite, vendo que não tem ninguém,

o "nada" faz parte da sua hora.

E nem sabe direito onde mora...

Acho engraçado essa gente, que chora,

vive a colecionar centenas de amigos,

mas nenhum para enxugar as lágrimas que insistem sair para fora.

Acho engraçado esse tipo de gente, que tudo tem o que dizer,

tudo está legal e atropela uma dose por outra,

que se droga e se acha uma droga e no fim se transforma no que o vício pode permitir...

E só bêbado pode sorrir,

e só alterado se acha feliz...

Acho engraçado esse tipo de gente que se acha a melhor cocada do tabuleiro.

Encosta no ombro pedindo ajuda e afia os dentes para grudar no pescoço,

sugar o que o outro tem melhor e depois sair pela porta que entrou

dizendo que a hora chegou...

Acho engraçado esse tipo de gente, parasita, que insistem em pesar,

em juntar lixos que mal conseguem carregar...

e pedem, e pedem e vão embora e nem se despedem...

Querem ser convidados para o banquete sem ao menos oferecer um baguete.

Acho engraçado esse tipo de gente, que mente, mente e mente

e depois acredita que tudo é verdade,

e depois acredita que tudo é real

e se perde no buraco escuro das fantasias que criou...

e ferem, se perdem...

Esse tipo de gente...

Não quero na minha casa, na minha mesa, no meu carro, na minha hora de descanso...

Não quero perto de mim com essa cara de manso,

carente de tudo que não conseguiu conquistar

invejando e desejando aquilo que não pode alcançar

pelos próprios méritos.

Acho engraçado esse tipo de gente fraca, dissimulada,

que vive de bar em bar, e reclama de uma vida mal amada...

Sinceramente, esse tipo de gente, é muita engraçada.

Quero mais é sorrir, virar a costas e não aceitar o convite...

Não insiste!!

Ah, esse tipo de gente...

São tão engraçados...

(e depois o chato sou eu...)

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 21h43
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O OVO

 

Tudo de novo novamente

a água mistura com o sol e fica quente.

A comida dormiu na geladeira e preciso de alguém que esquente.

E assim as coisas vão se misturando até não sobrar mais nada,

a mesma cor, o mesmo nada transparente.

Tudo se repete e é difícil achar novidade naquilo que só é aparente.

Aonde mesmo foi que perdi um sonho, perdi o sono, achei o próximo motivo?

Não tenho mais paciência para o verso sem o seu outro lado,

sem o anverso...

Nâo acredito mais em promessas com dúvidas,

muito menos dívidas sem compromissos.

Não existe verdades com aspas e detalhes omissos.

Não consigo enxergar a luz sem óculos escuro,

muito menos uma luta sem terminar com um murro!

Quem mesmo foi que  disse a frase perfeita?

Quem consegue continuar amando depois de uma desfeita?

Eu, você, aquele e aquilo lá que acreditam ser uma vida,

se desfizeram no primeiro pesadelo suado e a ausência do outro no outro  lado da cama....

Quem tem a coragem de dizer que as coisas são fáceis

e quem cala, consente,  e quem  descansa, ama?

Nada disso, só sou um turbilhão de dúvidas misturados com algumas certezas...

Só sou a história que criei baseada na fé e suas belezas.

Quem tiver a coragem de cobrar que faça um depósito de confiança

antes que eu me disperse,

antes que eu desista de insistir...

Vou encarar esse sobe e desce.

Vou me permitir...

Quem quiser me perguntar alguma coisa que se cale.

Fale ou não fale, não importa...

só quero ter força para novamente repetir o de novo...

Afinal, quem nasceu primeiro, a galinha ou o ovo?

 

CARLOS o EDUARDO

 



Escrito por CARLOS às 19h43
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PORVIR

Vai voar vida sem rumo,

pousa em cima daquele muro

e decide onde ficar.

 

Vem olhar o seu caminho,

descançar em seu próprio ninho

e aprender como esperar.

 

Choro alto, sou passarinho,

é assim que se sacia de carinho

e encontra um canto para descansar.

 

Vá e procure sua verdade sozinho

não se faça de coitadinho

e não se deixe acovardar.

 

É suave este momento,

é quando eu paro e tenho tempo

de pensar e me reinventar.

 

Sonho claro e colorido,

como uma música ao pé do ouvido

e assim vou me entregar...

 

Amo o que tenho de melhor,

canso-me e escorro meu sagrado suor

é assim que vou viver...

 

Sou um poeta louco e vadio

com letras e rimas me esvazio

e construo meu horizonte

onde existem uma árvore, muito verde

e um azul desconcertante...

É para lá que eu quero ir,

É de lá que eu vou partir...

 

Voa longe, deixa o vento levar

fechar os olhos

e se largar...

"Ando calmo, mas essa calma me incomoda.

Ela espreita uma reviravolta

e estou pronto.

SOLTA!!! '

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 15h51
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APRENDI?

 

Aprendi que nem todas as palavras são ditas,

nem todos os sentimentos expostos,

muito menos a verdade é como realmente se apresenta.

Aprendi que as vezes, não queremos algo e mesmo assim aceitamos,

e por isto vivemos a vida que nos é imposta

e nunca achamos a nossa resposta.

Aprendi que amor é algo pessoal, não se pode cobrar e sim sentir.

Aprendi que nem tudo tem reciprocidade,

que a gratidão é algo que se resume a um "muito obrigado".

Aprendi que devemos todo dia praticar a paciência

e que mesmo assim as coisas não acontecem...

Aprendi, num sonho, que na iminência de morrer,

tudo que é tão importante, se perde nesse vazio do desconhecido

que todos iremos chegar.

Aprendi que a angústia é irmã da ansiedade,

que a  solidão é irmã do egoísmo,

e que rancor é vizinha do desconhecimento.

Aprendi que para ser feliz basta um dia,

para morrer basta um segundo,

e que a tristeza faz parte do viver.

Aprendi que a saudade é uma luz brilhante

que surge no pensamento,

e que do mesmo jeito que vem, se vai...

E que não podemos deixar este sentimento perdurar

porque tudo tem nome, tem hora e logo em seguida some.

É assim que levamos a vida, ganhando, perdendo e se consumindo...

Aprendi que é um privilégio envelhecer...

Aprendi que não adianta ter medo de morrer.

Aprendi que sou um ignorante que avidamente procura o saber

e quanto mais acho, menos sei, e quanto menos sei, mais procuro uma nova fonte onde beberei.

Aprendi a chorar e depois sorrir e depois gritar e depois tranquilamente dormir.

Aprendi a sonhar e compreender as mensagens que minha mente e espirito tentam me fazer compreender.

Aprendi a dizer adeus, até logo e até amanhã...

e saber que tudo é provisório e que neste vácuo do sentir

devemos loucamente aproveitar este existir.

Aprendi ...

sera?

 

CARLOS o EDUARDO



Escrito por CARLOS às 11h28
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Hoje é dia de chorar

 

Tem hora que as coisas parecem opacas

sem cor, sem vida, sangrando feito um coração transpassado por estacas.

Paro de acreditar no ser humano como alguém que realmente tenha alma

Recolho-me no meu canto esperando que tudo novamente tenha calma,

e poder fluir para inteiramente usufruir

da minha paz, vida e ver a solidariedade como lema, como algo comum

e não uma soma de ganhos de acumular o "um mais um".

Esforço-me todo dia, no dia a dia, para justificar a razão

de continuar tendo fé...

Em mim, em uma força além de mim e que tudo que construírmos não tenha um fim.

Mas só vejo bombas, só vejo misérias, só vejo invejas, só veja malesdicência...

E por isto hoje eu tenho que chorar.

Não consigo ficar anestesiado com tantas mazelas

Não posso ficar frio ao ver que atitudes vis deixam tantas sequelas.

Não vou deixar essa coisa pesada e triste me invadir, 

mas também não quero fazer da minha vida uma sequência de querelas.

Não vou, jamais, de modo algum, desistir, afinal para que estou aqui?

Vou limpar a poeira, tapar os buracos que vazam e me consomem,

perscrutar o fundo mais fundo de onde posso alcançar.

Fazer-me homem,

deixar amargar,

respirar e amenizar a falta de ar...

e saber que hoje, só hoje,

é dia de chorar.

 

*,..*

 

CARLOS o EDUARDO

 

 



Escrito por CARLOS às 15h16
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Cruzando o Estige

Exéquias

 

 Preparei os ritos e orações

para despachar meus mortos 

e encomendá-los aos céus,

pois dentro de mim não quero restos mortais

jazendo nas minhas veias,

apodrecendo no meu coração.

Choro a morte daquilo que se foi

E abro a alma para o que ficou.

Canto e sigo a procissão

para onde levarão aqueles que irão,

onde deixarão aquilo que hoje é um não...

pertencer,

viver,

tocar e  si ver.

 

Rezo pelas almas, mas rezo mais ainda por mim mesmo.

A quem devo recorrer senão a s minhas próprias forças?

Quem irá me dar razão, abraço e perdão?

Recorro ao que tenho proximo a mão.

Despeço-me sem nada sentir,

friamente só olho e deixo tudo ir.

Meu ritual de exéquias é a única homenagem

que presto para algo que quero arrancar de mim....

 

E depois de tudo feito,

de chorar e rasgar meu peito,

liberto-me desses defuntos que fizeram de mim

um cemitério que acumulam pessoas sem vida,

pessoas sem voltas e nem idas.

E me lavo com minhas próprias lágrimas.

Hoje sou campo verde e não mais canto sombrio.

Hoje sou mais vento leve e não um beco vazio.

Hoje vivo tranquilo no meu ninho e não mais me sinto sozinho.

Hoje, só hoje, vou poder dormir...

Todos meus túmulos foram exumados,

todos os ossos juntados e depois incinerados.

Assim ficou mais fácil...

Minhas exéquias é um canto que começa assim:

"Ainda há tempo, mesmo com esta sensação de tanto tempo perdido"

 

CARLOS o EDUARDO.

 



Escrito por CARLOS às 15h48
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